Olá pessoal!
Depois de ter tentado alguns processos seletivos (e tomado vários "não"s na minha cara) até conseguir a vaga que eu estou hoje, decidi registrar algumas dicas que eu aprendi no meio do caminho e percebi que podem ajudar. Como vocês vão ver não existe fórmula mágica. Tudo vai depender de postura, comprometimento, ação e, claro, um pouco de sorte.
Esse post vai se dividir em alguns grupos, para as dicas ficarem mais específicas: Etapa de Provas, Teste de Inglês e Etapa de Entrevistas. Cada uma delas será definida e discutida adiante.
ETAPA DE PROVAS - PROVAS ONLINE E PRESENCIAIS
Ah a etapa de provas... Sempre com os seus conhecimentos de lógica, matemática, continhas básicas, arredondamentos, conhecimentos gerais, um pouco de história, um pouco de inteligência espacial, entender sequência de números. Enfim, todos aqueles testes que a gente fica se perguntando o que está sendo medido. Como provavelmente não dá para ficar mais "inteligente" (e põe aspas nisso) de um dia para o outro, resta se preparar bem: Procure por testes de lógica, raciocínio numérico, raciocínio espacial no seu grande amigo Google. Pratique, pratique e pratique. Dê uma lida nos jornais (nas notícias do mundo e do Brasil) para ter alguma noção do que tá rolando e evite desperdiçar muito tempo com besteira, se você poderia estar praticando algum estilo de teste ou lendo notícias. Assim, você vai ficando "afiado" para simplesmente cortar essa fase.
Minha dica: Priorize o que é difícil para você. Se for a parte de lógica, procure os testes. Se for se manter antenado, comece a ler. Só fechando os pontos fracos que você vai ser capaz de seguir em frente. E não tem mistério: pratique, pratique e pratique mais um pouco. Aproveite os modelos dados pelas empresas e procure por provas no estilo dela.
ETAPA DE PROVAS - PROVAS DE INGLÊS
English, mothef*cker, do you speak it? A não ser que você se garanta, essa é também uma fase que pode ser antecipada. Leia, em geral, textos em inglês, mas também elabore perguntas para responder sozinho, em voz alta, preferencialmente gravando para ouvir depois e melhorar a pronúncia. Só repetindo cem vezes a mesma frase que a resposta vai se tornar natural e fluida (já que "inglês fluente" para um monte de vaga é um pré-requisito).
Eu pensava da seguinte maneira: Simulava na minha cabeça como poderia ser uma entrevista comum, perguntando sobre trajetória, motivações, objetivos, como poderia contribuir e etc e tentava escrever cada uma das perguntas em uma lista. Em seguida, transformava tudo para inglês e praticava mentalmente as respostas. Depois, escrevia para consolidá-las e lia em voz alta. Repetia o processo para ir melhorando as respostas e a própria fala, para que ficasse natural e fluido.
Minha dica: Repita até a exaustão. Apenas uma resposta natural (e portando bem praticada) é que vai passar o convencimento de que você domina uma segunda língua. Assim sendo, pratique. A experiência cria a qualidade, nesse caso. Do mesmo modo, procure por provas de inglês e leia o máximo possível.
ETAPA DE ENTREVISTAS
Agora é que a coisa fica realmente interessante. Normalmente, dependendo da empresa, ela acontece em mais de uma rodada, com pessoas de diferentes cargos. No começo, você pode até ficar incomdado, mas acho que não pode-se esquecer de uma coisa simples: eles estão te entrevistando porque acredita no seu potencial. Eles vão querer te testar e ver os seus limites. Se você se manter firme e se mostrar preparado, aguentar as investidas e souber se posicionar, não tem como te derrubar.
Dito isso, aqui vão algumas dicas:
1) Mantenha a calma. Dane-se que você está nervoso. Tente ficar no olho do furacão, longe do caos. Mantenha o pensamento positivo. Evite perder o equilíbrio e pense rápido. Confie em você mesmo e nos seus instintos.
2) Prepare-se. Procure antecipar perguntas com respostas um pouco já pensadas. Deixe fluir naturalmente, ao invés de forçar fórmulas.
3) Sorria.
4) Pense positivo, olhe nos olhos, seja claro, conciso, preciso.
5) Leia sobre a empresa. Você não precisa saber os nomes do filho do entrevistado, mas alguns pontos da filosofia da empresa são importantes. Até porque, você vai querer mostrar que vai vestir a camisa e ser um bom colaborador, não é?
6) Mais uma vez, antecipe as perguntas padrão. Claro que a entrevista pode seguir um caminho não esperado, mas isso faz parte do jogo também.
7) Não interprete ataques como ofensas. Eles estão ali unica e exclusivamente para te testar. Mantenha a postura e, com calma e elegância, responde (ou desvie-se) das perguntas. Só não pode ficar estático, com medo. Você contrataria alguém que se paralisa em momentos tensos?
8) Para mim, serviu muito fazer o máximo de entrevistas possível. Foi errando que eu aprendi, revisando minhas respostas e buscando sugestões.
9) Você já chegou longe, não desconfie de si mesmo.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Porque valeu a pena estudar na UFRJ
Agora que eu estou (finalmente) finalizando a minha graduação, achei natural fazer uma pausa para analisar o que valeu (e também não valeu) a pena durante a graduação na UFRJ. Claro que é uma análise sobre a minha perspectiva de estudante de Engenharia Eletrônica e Computação, mas acho que facilmente se aplica, na essência, para os outros cursos. Dessa forma, a intenção desse post é tentar listar os pontos fortes e fracos da faculdade e como eles, direta ou indiretamente, contribuíram para o meu crescimento e aprendizado ao longo desses 5 anos. São coisas simples que, agora, eu quero registrar para no futuro ver se elas fizeram diferença ou não. Vamos lá!
1) Os professores bons são realmente bons - Isso parece óbvio, e talvez realmente seja. Quando tiramos os professores que estão ali para fazer número e os que não foram demitidos simplesmente porque são funcionários públicos em um país que é basicamente impossível ser demitido sendo funcionário público concursado, sobra aqueles que são capazes de fazer a diferença, que enfrentam as dificuldades, as limitações e são capazes de transferir o conhecimento para os seus alunos. Esses então são responsáveis por fazer aquelas pequenas guinadas no meio da faculdade em que você fala "essa aula valeu a pena" ou "realmente deu para aprender algo". Acho que a mensagem deles é: não importa onde você esteja, você é capaz de fazer a diferença.
2) Os professores ruins também tem (muito) a ensinar - Além do fato deles lentamente te ensinarem a odiar pessoas de alto escalão que simplesmente estão ali para cumprir número e começar a se questionar como uma pessoa dessa consegue se manter com um emprego, eles ensinam uma lição preciosíssima: aprenda a se virar sozinho. Seja cobrando muito em provas nas quais eles simplesmente usam as aulas para bater papo ou simplesmente sendo eles mesmos (isso é, criando dificuldades para coisas que não precisam ser difíceis), eles são capazes de construir tanto uma insatisfação eterna quanto uma vontade de ser independente. A primeira oferece um senso crítico aguçado e também um senso de justiça: Você já vai ter se ferrado tanto que talvez não vá replicar quando for a sua vez de comandar algo; o segundo faz com que você não fique passivo frente aos obstáculos e sempre busque um caminho.
3) Burocracia e Burrocracia - Com o tempo, você também aprende a diferenciar o primeiro (que é necessário e parte da brincadeira) com o segundo (que está lá apenas para alguém não trabalhar). Você entende que tem pessoas que vão simplesmente apenas criar dificuldades, ao invés de propor soluções. E, se tudo der certo, você passa a ser do grupo que procura caminhos, ao invés de problemas. E, no longo prazo, isso deve fazer alguma diferença.
4) Execução - Por ser muito cobrado, acho que você se acostuma a não fazer coisas simples, a entregar pouco. Você aprende a sempre tentar fazer uma coisinha a mais, dar um detalhe especial, se esforçar um pouquinho a mais. Assim, eu acredito que a diferença final envolva muito a qualidade, se você não perder o foco de atacar objetivamente os problemas. Por ter sido treinado com um grau de desafio grande, quando você enfrenta problemas "mundanos", vai estar mais bem preparado.
Dessa forma, apenas espero que os anos tenham valido a pena para criar o que tanto gostam de falar de "diferencial". Em breve vou descobrir a verdade.
1) Os professores bons são realmente bons - Isso parece óbvio, e talvez realmente seja. Quando tiramos os professores que estão ali para fazer número e os que não foram demitidos simplesmente porque são funcionários públicos em um país que é basicamente impossível ser demitido sendo funcionário público concursado, sobra aqueles que são capazes de fazer a diferença, que enfrentam as dificuldades, as limitações e são capazes de transferir o conhecimento para os seus alunos. Esses então são responsáveis por fazer aquelas pequenas guinadas no meio da faculdade em que você fala "essa aula valeu a pena" ou "realmente deu para aprender algo". Acho que a mensagem deles é: não importa onde você esteja, você é capaz de fazer a diferença.
2) Os professores ruins também tem (muito) a ensinar - Além do fato deles lentamente te ensinarem a odiar pessoas de alto escalão que simplesmente estão ali para cumprir número e começar a se questionar como uma pessoa dessa consegue se manter com um emprego, eles ensinam uma lição preciosíssima: aprenda a se virar sozinho. Seja cobrando muito em provas nas quais eles simplesmente usam as aulas para bater papo ou simplesmente sendo eles mesmos (isso é, criando dificuldades para coisas que não precisam ser difíceis), eles são capazes de construir tanto uma insatisfação eterna quanto uma vontade de ser independente. A primeira oferece um senso crítico aguçado e também um senso de justiça: Você já vai ter se ferrado tanto que talvez não vá replicar quando for a sua vez de comandar algo; o segundo faz com que você não fique passivo frente aos obstáculos e sempre busque um caminho.
3) Burocracia e Burrocracia - Com o tempo, você também aprende a diferenciar o primeiro (que é necessário e parte da brincadeira) com o segundo (que está lá apenas para alguém não trabalhar). Você entende que tem pessoas que vão simplesmente apenas criar dificuldades, ao invés de propor soluções. E, se tudo der certo, você passa a ser do grupo que procura caminhos, ao invés de problemas. E, no longo prazo, isso deve fazer alguma diferença.
4) Execução - Por ser muito cobrado, acho que você se acostuma a não fazer coisas simples, a entregar pouco. Você aprende a sempre tentar fazer uma coisinha a mais, dar um detalhe especial, se esforçar um pouquinho a mais. Assim, eu acredito que a diferença final envolva muito a qualidade, se você não perder o foco de atacar objetivamente os problemas. Por ter sido treinado com um grau de desafio grande, quando você enfrenta problemas "mundanos", vai estar mais bem preparado.
Dessa forma, apenas espero que os anos tenham valido a pena para criar o que tanto gostam de falar de "diferencial". Em breve vou descobrir a verdade.
domingo, 11 de janeiro de 2015
O Príncipe

Nesse natal, eu ganhei de presente um box contendo três livros: O Príncipe, de Maquiavel, A Arte da Guerra, de Sun Tzu e O Livro dos Cinco Anéis, de Musashi. Uso esse post para falar do primeiro - e do meu preferido até o momento.
O Príncipe foi escrito como um presente de Niccolò Machiavelli a Lorenzo de Medici, oferecendo o bem que ele possuía de mais precioso: a sua sabedoria derivada de anos de experiência no seu trabalho, nas questões de como um príncipe deve manter o seu reinado e evitar ser subjugado pelo inimigo.
Nele, Maquiavel descreve as estratégias que um Príncipe deve seguir para evitar ter um fim precipitado. Como são relativamente simples e de fácil compreensão, podemos estendê-las e aplicá-las no nosso dia a dia com alguma dose de prática e persistência. E, então, percebemos que de "Maquiavélicas", elas não possuem nada.
Ofereço um exemplo. Em relação a aliados, Maquiavel é bem simples: Não torne-se dependente dos seus aliados e, muito menos faça com que eles se tornem independentes de você. Em hipótese alguma permita que seus aliados cresçam e se tornem mais forte do que você. Afinal, qual seria a consequência disso? Em pouco tempo o "aliado" estaria em uma posição superior a você e, em pouco tempo, se tornaria um novo inimigo querendo te esmagar.
Em se tratando de inimigos, por incrível que pareça, Maquiavel é pacífico! Ele diz apenas que, quando formos enfrentar nossos inimigos, devemos ser capazes o suficiente de causar dano máximo de forma a dizimá-los e, assim, um contra-ataque ou uma vingança futura não será possível. Relações de respeito e amizade devem ser mantidas, preferencialmente. Entretanto, se a situação exigir, devemos ser capazes de obliterar o inimigo e impossibilitá-lo de devolver o ataque em um futuro próximo.
Justamente pelo livro surpreender no que é dito sobre seu aspecto "Maquiavélico" e ele ter uma linguagem simples e intuitiva - que quando refletimos em cima somos capazes de tirar boas lições - ele é o meu preferido até o momento. Justamente por seu aspecto generalista com lições simples, podemos aplicá-los nos diferentes aspectos das nossas vidas, buscando nos tornar pessoas melhores e mais capazes, almejando a cooperação com outros indivíduos e nosso crescimento.
E vocês... Quais livros de estratégia recomendam?
Você pode encontrar o livro, online, aqui: http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/principe.html
Você pode encontrar o livro, online, aqui: http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/principe.html
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Empresa Júnior: Auger

Uma das oportunidades de aprendizado que eu tivesse ano foi participar de uma Empresa Júnior (EJ) na sua fase inicial. A EJ do curso de Nanotecnologia da UFRJ estava de braços abertos à novos membros e, vendo oportunidade de fazer parte desse grupo, eu decidi embarcar. Antes de falar o que eu fui fazer lá, tento explicar rapidamente qual é a ideia de uma EJ.
A essência de uma EJ é oferecer uma nova experiência ao aluno na sua época da graduação, aproximando-o de uma empresa focada especificamente na sua área de estudo com o intuito de aprendizado tanto em nível técnico quanto em nível gerencial. Uma EJ quer ser um motor para que os alunos desenvolvam o seu senso de empreendedorismo e sejam capazes de formular ideias próprias e seguir caminhos únicos, diferentes dos mais comuns.
Desse modo, procurando ter uma nova experiência de crescimento, decidi embarcar nessa jornada. Como eles estavam precisando de pessoas para trabalhar e eu estava interessado em trabalhar, pode-se dizer que o processo de recrutamento foi bem rápido. Logo eu já estava sendo apresentado à Auger para decidir onde eu poderia ajudar.
Acabei indo trabalhar na área da Qualidade, organizando e dando o pontapé inicial o que seria o Sistema de Gestão de Conhecimento (SGC) utilizado pela EJ no primeiro momento. Posso dizer que o trabalho foi extremamente agradável, talvez porque eu goste de organizar as coisas metodicamente.
A ideia de desenvolver o SGC é manter, apesar da rotatividade dos membros da EJ, o conhecimento e experiências dentro dela, de modo que qualquer um poderia virtualmente consultar o que aconteceu no passado e ter alguma espécie de "norte" em relação aos processos, projetos e práticas. Isso, claro, envolve mais ou menos definir o molde de tudo que está lá dentro. E, como isso não é uma coisa que comumente você faz em uma Iniciação Científica ou em um Estágio, exige que você pense de modo diferente. E é aí que justamente mora o lucro da experiência, o lucro de aprender alguma habilidade diferente que pode ajudar em algum momento no futuro.
Entretanto, devido ao fato da EJ ainda ser relativamente pequena, o contato com outras áreas existia de modo bem constante. O brainstorming derivado dessa situação é, portanto, também positivo, caso você decida se envolver e participar da situação. Discutir ideias é sempre proveitoso para todos os lados: Se você estiver errado, você aprende; se você estiver certo, faz toda a comunidade crescer com suas ideias. Essa troca é um dos pontos mais positivos de toda a EJ.
Registro, então, que minha experiência na EJ, apesar de curta (apenas 6 meses), foi extremamente proveitosa. Adicione a isso os contatos formados, o aprendizado sobre uma outra área e a vivência em uma comunidade diferente e você tem um prato cheio de experiência para aprender e crescer. Coloque a mão na massa, aprenda e se desenvolva. Fuja da mesmice e pense grande.
PS: Se interessou sobre a Auger? O facebook deles é esse, ó: https://www.facebook.com/AugerNanotecnologia
domingo, 14 de dezembro de 2014
Depois de um ano...
Um ano passa rápido. Talvez rápido depois, talvez rápido de menos. Depois de viver um ano lá fora, em uma nova cultura, existe também um choque no momento da volta. É inegável dizer que a qualidade de vida cai pra caramba. Parece, por exemplo, que eu troquei o frio de -30º C e 10 cm de neve por um calor de 40º C, engarrafamentos que fazem a volta pra casa que deveria demorar 20 min de carro em uma peregrinação de 1h20min. Isso sem contar a violência, o preço absurdo de coisas banais - quando comparados à mesma coisas banais lá de fora -, a carga horária absurda da faculdade - que praticamente não deixa você fazer mais nada da sua vida. Fica aqui registrado só a critério de comparação. Cada um tem suas preferências sobre como gostaria de viver.
Nesse primeiro ano, é possível perceber - por quem sabe fazer uma propaganda positiva do intercâmbio - o grau de influência que esse tipo de experiência pode render em termos de tornar você destacável. Definitivamente, o intercâmbio não é uma revolução em suas habilidades técnicas da sua graduação. Você não vai se tornar um melhor profissional por ter feito intercâmbio. O que muda é que você amadurece mais rápido para algumas situações e isso se reflete em alguns outros aspectos. Dando exemplo banal, eu era uma pessoa que sempre puxava a grade "certinha" da Eletrônica. Com a volta, minha grade ficou completamente embolada. Solução? Puxar todas as matérias que fossem possíveis. Já que ia ficar na faculdade preso fazendo aula, que fizesse tudo de uma vez...
Entretanto, existe um hábito ruim na eletrônica. A lenda de que 25 créditos é muita coisa e "você vai metaforicamente morrer se fizer mais do que isso". Eu discordo completamente desse paradigma. As pessoas aguentam tanta carga quanto elas estão dispostas a aguentar. Claro que em alguns semestres temos o dilema de "fazer aula com professor ruim, aprender nada e avaliação ser fácil" ou "fazer aula com professor ruim, aprender nada e avaliação ser muito difícil", mas isso é uma discussão diferente. O que eu acho que é verdade é que a gente perde muito tempo em sala de aula e pouco tempo realmente estudando.
Não importa quantas horas de aula são, sempre vai ter que estudar em casa. Desse modo, pela falta desse hábito de estudar em casa (já que as aulas infinitas são uma verdade), cria essa reclamação infinita. Tirando alguns semestres de exceção, em geral dá para adicionar mais uma matéria que não daria tanto trabalho e aceleraria a graduação facilmente. Levando em consideração que a maioria faz Iniciação Científica (IC) com horário alguma coisa flexível, os 25 créditos (o que seriam 30 horas de aula por semana, aproximadamente), ainda não são tanta coisa. Afinal, somando com a carga horária de uma IC (se ela for séria, 20 horas), já são 50 horas semanais de carga nas costas. 50 horas desconsiderando as aulas que podem não existir algum dia e o tempo de estudo em casa. Conclusão? Estude no final de semana e reclame menos.
Nesse ano, após o período do Canadá, percebi como minha mentalidade estava diferente das pessoas da minha sala que, por exemplo, ou foram para outros lugares ou ficaram no Brasil. Enquanto eu estava puxando um monte de matéria, aproveitando cada segundo do tempo ou fazendo algum trabalho ou estudando, existiam as pessoas apenas passeando pela faculdade.
Acho que essa é a maior lição do intercâmbio. Você pode aprender inglês, estudar em uma faculdade prestigiada, mas no fim, aprender que você tem que se esforçar para alcançar os seus objetivos - e estar disposto a isso - é a maior e melhor lição que pode ser aprendida.
Nesse primeiro ano, é possível perceber - por quem sabe fazer uma propaganda positiva do intercâmbio - o grau de influência que esse tipo de experiência pode render em termos de tornar você destacável. Definitivamente, o intercâmbio não é uma revolução em suas habilidades técnicas da sua graduação. Você não vai se tornar um melhor profissional por ter feito intercâmbio. O que muda é que você amadurece mais rápido para algumas situações e isso se reflete em alguns outros aspectos. Dando exemplo banal, eu era uma pessoa que sempre puxava a grade "certinha" da Eletrônica. Com a volta, minha grade ficou completamente embolada. Solução? Puxar todas as matérias que fossem possíveis. Já que ia ficar na faculdade preso fazendo aula, que fizesse tudo de uma vez...
Entretanto, existe um hábito ruim na eletrônica. A lenda de que 25 créditos é muita coisa e "você vai metaforicamente morrer se fizer mais do que isso". Eu discordo completamente desse paradigma. As pessoas aguentam tanta carga quanto elas estão dispostas a aguentar. Claro que em alguns semestres temos o dilema de "fazer aula com professor ruim, aprender nada e avaliação ser fácil" ou "fazer aula com professor ruim, aprender nada e avaliação ser muito difícil", mas isso é uma discussão diferente. O que eu acho que é verdade é que a gente perde muito tempo em sala de aula e pouco tempo realmente estudando.
Não importa quantas horas de aula são, sempre vai ter que estudar em casa. Desse modo, pela falta desse hábito de estudar em casa (já que as aulas infinitas são uma verdade), cria essa reclamação infinita. Tirando alguns semestres de exceção, em geral dá para adicionar mais uma matéria que não daria tanto trabalho e aceleraria a graduação facilmente. Levando em consideração que a maioria faz Iniciação Científica (IC) com horário alguma coisa flexível, os 25 créditos (o que seriam 30 horas de aula por semana, aproximadamente), ainda não são tanta coisa. Afinal, somando com a carga horária de uma IC (se ela for séria, 20 horas), já são 50 horas semanais de carga nas costas. 50 horas desconsiderando as aulas que podem não existir algum dia e o tempo de estudo em casa. Conclusão? Estude no final de semana e reclame menos.
Nesse ano, após o período do Canadá, percebi como minha mentalidade estava diferente das pessoas da minha sala que, por exemplo, ou foram para outros lugares ou ficaram no Brasil. Enquanto eu estava puxando um monte de matéria, aproveitando cada segundo do tempo ou fazendo algum trabalho ou estudando, existiam as pessoas apenas passeando pela faculdade.
Acho que essa é a maior lição do intercâmbio. Você pode aprender inglês, estudar em uma faculdade prestigiada, mas no fim, aprender que você tem que se esforçar para alcançar os seus objetivos - e estar disposto a isso - é a maior e melhor lição que pode ser aprendida.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Sobre Ela
Ela não procura o cara, ela procura você.
Ela não quer o mais forte, mas aquele que vai manter a cabeça erguida durante os desafios da vida.
Ela não procura o mais inteligente, mas aquele que vai saber usar da sabedoria.
Ela não quer o mais temerário, mas aquele que vai saber dosar sua coragem.
Ela não quer o mais aventureiro, mas o que saiba ser companheiro.
Ela não quer o mais criativo, mas aquele que a saiba fazer rir.
Ela não quer artístico, mas aquele que saiba sussurrar em seu ouvido.
Você não precisa ser perfeito, porque ela não procura a perfeição.
Você só precisa ser você, porque é de você, imperfeito, que ela ama.
E quando você entender tudo isso, pode ter certeza,
Ela vai ficar com você.
PS: <3 Isa
Ela não quer o mais forte, mas aquele que vai manter a cabeça erguida durante os desafios da vida.
Ela não procura o mais inteligente, mas aquele que vai saber usar da sabedoria.
Ela não quer o mais temerário, mas aquele que vai saber dosar sua coragem.
Ela não quer o mais aventureiro, mas o que saiba ser companheiro.
Ela não quer o mais criativo, mas aquele que a saiba fazer rir.
Ela não quer artístico, mas aquele que saiba sussurrar em seu ouvido.
Você não precisa ser perfeito, porque ela não procura a perfeição.
Você só precisa ser você, porque é de você, imperfeito, que ela ama.
E quando você entender tudo isso, pode ter certeza,
Ela vai ficar com você.
PS: <3 Isa
terça-feira, 27 de maio de 2014
Sobre o Tempo
Dizem que o Amanhã é a lendária terra onde 98% da produtividade humana reside. O local onde tudo será realizado.
Amanhã...
Depois...
Nunca.
O tempo é importante. Aliás, é a coisa mais importante de todas. Seu tempo aqui é limitado, então já deixo a pergunta:
Qual marca você quer deixar?
Cada segundo que passa, é um a menos que você tem no total. No começo, parece pouco, você ainda tem muito deles! Mas assim como uma praia é formada por grãos de areia e o universo é formado pelas suas estrelas, toda sua vida é composta por esses segundos que, agora mesmo, estão indo embora.
Cada um deles.
Em um ritmo estável, lento, porém inexorável.
Você não pode parar.
A única coisa que você pode fazer é gastá-los do melhor modo possível.
Tic Tac.
Hoje é o momento. Hoje é o dia de fazer aquela coisa diferente, de se esforçar um pouco mais. Hoje, não Amanhã.
Então, qual marca você quer deixar?
XXI - O Mundo [O Fim do Intercâmbio]
O Mundo representa o fim da jornada do Tolo. No Tarot tem o sentido de "completude", de "sucesso". Eu prefiro ver essa cartinha de um modo diferente, talvez distorcendo um pouco o significado dela. O mundo representa o "balanço final". Um timing apropriado, considerando o fim do processo de intercâmbio e a volta para casa. O momento em que uma jornada termina para que, obviamente, outra possa começar de volta. Quando os erros deixam de ser importantes e se transformam - na teoria - em lições e que as boas memórias ficam guardadas em algum lugar. A hora de analisar e compreender os erros e acertos, pegar as últimas lições e aprender um pouco mais.
O Tolo tem que passar por diversos obstáculos para chegar nesse ponto, pois não existe lição aprendida sem sacrifício, já que a fim de obter algo novo, deve-se pagar por algo de mesmo valor. O que importa no fim não é onde, você chega, mas o caminho que você precisou para chegar até lá. Se cada um de nós possui limitações derivadas da nossa genética, do nosso ambiente ou simplesmente das nossas mentes, é o nosso dever nos aproximar o máximo que conseguirmos disso. Se limites são bobagens - e essa visão de 'sem limites e vou até onde conseguir' pode mesmo ser tentadora - então o objetivo é não ficar parado e ir o mais longe que conseguir.
Então, após os 12 meses de intercâmbio, o retorno para casa é algo iminente. Em algum momento, você vai sentir saudades, mas, como alguém que sabe que a jornada deve continuar, a coisa mais importante que você pode fazer para si mesmo é evitar olhar - muito - para trás e focar no aqui e agora. Afinal, se for parar pra pensar, o tempo que se passa do lado de "fora" da sua realidade pode ser considerado uma "ilusão" - entretanto, sem dúvida alguma, os laços formados nesse tempo, se verdadeiros, não serão ilusão alguma.
E então você retorna. E acho que é impossível não ter aquela sensação de "será que eu aproveitei o suficiente?" e "será que eu fiz tudo o que eu podia?". Você pensa os dias que deixou de viajar ou que talvez podia ter puxado aquela matéria a mais e reflete e pensa e gasta algum tempo nesse saudosismo.
Mas o fim é isso: deixar-se flutuar por um saudosismo, sabendo que aquela jornada teve o seu fim. Porém, não flutuar para sempre, mas cada vez menos, até abrir os olhos de vez.
E então você fecha a porta, deixando as últimas memórias se assentarem na sua cabeça. Você lembra do rosto de algumas pessoas e dos muitos eventos. Você lembra das viagens, elege as suas melhores e se preocupa em como vai contá-las para aqueles a sua volta.
Não, você sabe que não vai seguir aquele caminho mais. E isso é capaz de lhe trazer paz. O Tolo enfrentou obstáculos, se feriu, se superou e no fim saiu de cabeça erguida. Ou pelo menos com um sorriso no rosto.
Porque, assim como o anjinho que flutua na imagem, você pode se sentir completo após sua jornada e se sentir satisfeito.
E renovado para a nova jornada que está na sua frente.
Então, após os 12 meses de intercâmbio, o retorno para casa é algo iminente. Em algum momento, você vai sentir saudades, mas, como alguém que sabe que a jornada deve continuar, a coisa mais importante que você pode fazer para si mesmo é evitar olhar - muito - para trás e focar no aqui e agora. Afinal, se for parar pra pensar, o tempo que se passa do lado de "fora" da sua realidade pode ser considerado uma "ilusão" - entretanto, sem dúvida alguma, os laços formados nesse tempo, se verdadeiros, não serão ilusão alguma.
E então você retorna. E acho que é impossível não ter aquela sensação de "será que eu aproveitei o suficiente?" e "será que eu fiz tudo o que eu podia?". Você pensa os dias que deixou de viajar ou que talvez podia ter puxado aquela matéria a mais e reflete e pensa e gasta algum tempo nesse saudosismo.
Mas o fim é isso: deixar-se flutuar por um saudosismo, sabendo que aquela jornada teve o seu fim. Porém, não flutuar para sempre, mas cada vez menos, até abrir os olhos de vez.
E então você fecha a porta, deixando as últimas memórias se assentarem na sua cabeça. Você lembra do rosto de algumas pessoas e dos muitos eventos. Você lembra das viagens, elege as suas melhores e se preocupa em como vai contá-las para aqueles a sua volta.
Não, você sabe que não vai seguir aquele caminho mais. E isso é capaz de lhe trazer paz. O Tolo enfrentou obstáculos, se feriu, se superou e no fim saiu de cabeça erguida. Ou pelo menos com um sorriso no rosto.
Porque, assim como o anjinho que flutua na imagem, você pode se sentir completo após sua jornada e se sentir satisfeito.
E renovado para a nova jornada que está na sua frente.
sábado, 12 de abril de 2014
Sobre Diligência
Desde que eu voltei do Canadá, eu percebi umas coisas estranhas em algumas pessoas. Isso aumentou gradativamente até se sedimentar na minha mente e precisar ter escrito. Uma parte do meu cérebro diz que eu me tornei mais chato (mais do que eu já era) enquanto outra diz que as pessoas que eu convivia que não amadureceram como eu amadureci.
Um dos principais pontos que me incomodou o intercâmbio inteiro foi o fato de ver indivíduos que tinham a mesma bolsa que eu e que estavam no mesmo programa simplesmente "pouco se importando" com o programa em si. Não vou entrar no mérito do quão eficiente ele é, vou entrar no mérito do "eu vagabundeei porque eu quis". Sim. Eu chuto fácil que 70% não levava a sério a sua "viagem sem fronteiras". Não vou citar o garoto que fazia medicina e estava lá cursando ciências (nada a ver) e ainda pegava matéria de calouro, muito menos o garoto que fazia física, mas achou complicado pegar as matérias que podia cortar e decidiu fazer introdução a ciência. O problema é outro: É voltar ao Brasil e ver que pessoas bem mais próximas de mim adotam um comportamento similar.
Como? Vamos lá...
Eu costumo dizer que "Eu tenho um sonho" (parafraseando vocês-sabe-quem, por favor) de que "um dia eu estarei em um grupo que todos trabalhem". Sim, você pode dizer "porra Léo, é óbvio que num grupo sempre vai ter um vagabundo!" ; sim, isso até pode ser verdade: mas isso tá certo? Eu estou no meu penúltimo ano da faculdade, fazendo grupo do final das matérias e ainda vem um desgraçado (ou quem sabe dois, para ficar mais animado, ou até mesmo três!!!!1!) ficarem de encosto e pouco se importando.
A questão é simples: Somos um grupo ou indivíduos? Onde está o senso de dever, a diligência ou simplesmente a ética de "já que combinamos, vamos fazer nossas respectivas partes"?
Você pode responder "ah, mas se eles fazem nada, o problema é deles". Eu respondo: Claro que não. O problema é meu, totalmente meu, também. Afinal, no fim do dia, eles ficarão com a mesma "nota" que eu, mesmo que não tenham adquirido o conhecimento ou a prática. Mas eles se propagarão sem esforço algum. E qualquer meritocracia que possa existir vai pro espaço, simplesmente porque as pessoas são incapazes de fazer a sua parte.
É difícil? Eu acho que não. Eu já ouvi desculpas dos mais variados tipos mas, no fim, vejo que quem quer, faz. Sem desculpas, sem demoras, sem enrolação. Vai lá, faz e fim. Ponto final.
Então aí entra a diligência, uma das poucas boas características que eu acho que tenho: Faça a sua parte, sem se importar se a outra pessoa está fazendo ou não. Mas, no fim, faça a sua parte e se importe também para deixar tudo nos eixos e fazer as coisas andarem. Desculpem a generalização, mas se tem uma coisa que eu percebi é a porcaria do "brasileiro quer levar vantagem em absolutamente tudo", ou, melhor dizendo, pessoas em geral querem se comportar desse modo. E sabe como isso muda? Te garanto que não vai ser "escolhendo o menos pior" e "furando a fila do bandejão", mas sim fazendo a sua parte, pedaço por pedaço e, quando tiver a oportunidade, dar o exemplo e agir de um modo íntegro.
Sim sim, ver uma figura de autoridade sendo nada ética/diligente é causa sim de raiva e indignação, o que é mais um motivo para você quebrar essa corrente e fazer diferente. Porque, aparentemente, ser diferente e fugir da mediocridade é uma das tarefas mais difíceis do mundo hoje em dia.
Um dos principais pontos que me incomodou o intercâmbio inteiro foi o fato de ver indivíduos que tinham a mesma bolsa que eu e que estavam no mesmo programa simplesmente "pouco se importando" com o programa em si. Não vou entrar no mérito do quão eficiente ele é, vou entrar no mérito do "eu vagabundeei porque eu quis". Sim. Eu chuto fácil que 70% não levava a sério a sua "viagem sem fronteiras". Não vou citar o garoto que fazia medicina e estava lá cursando ciências (nada a ver) e ainda pegava matéria de calouro, muito menos o garoto que fazia física, mas achou complicado pegar as matérias que podia cortar e decidiu fazer introdução a ciência. O problema é outro: É voltar ao Brasil e ver que pessoas bem mais próximas de mim adotam um comportamento similar.
Como? Vamos lá...
Eu costumo dizer que "Eu tenho um sonho" (parafraseando vocês-sabe-quem, por favor) de que "um dia eu estarei em um grupo que todos trabalhem". Sim, você pode dizer "porra Léo, é óbvio que num grupo sempre vai ter um vagabundo!" ; sim, isso até pode ser verdade: mas isso tá certo? Eu estou no meu penúltimo ano da faculdade, fazendo grupo do final das matérias e ainda vem um desgraçado (ou quem sabe dois, para ficar mais animado, ou até mesmo três!!!!1!) ficarem de encosto e pouco se importando.
A questão é simples: Somos um grupo ou indivíduos? Onde está o senso de dever, a diligência ou simplesmente a ética de "já que combinamos, vamos fazer nossas respectivas partes"?
Você pode responder "ah, mas se eles fazem nada, o problema é deles". Eu respondo: Claro que não. O problema é meu, totalmente meu, também. Afinal, no fim do dia, eles ficarão com a mesma "nota" que eu, mesmo que não tenham adquirido o conhecimento ou a prática. Mas eles se propagarão sem esforço algum. E qualquer meritocracia que possa existir vai pro espaço, simplesmente porque as pessoas são incapazes de fazer a sua parte.
É difícil? Eu acho que não. Eu já ouvi desculpas dos mais variados tipos mas, no fim, vejo que quem quer, faz. Sem desculpas, sem demoras, sem enrolação. Vai lá, faz e fim. Ponto final.
Então aí entra a diligência, uma das poucas boas características que eu acho que tenho: Faça a sua parte, sem se importar se a outra pessoa está fazendo ou não. Mas, no fim, faça a sua parte e se importe também para deixar tudo nos eixos e fazer as coisas andarem. Desculpem a generalização, mas se tem uma coisa que eu percebi é a porcaria do "brasileiro quer levar vantagem em absolutamente tudo", ou, melhor dizendo, pessoas em geral querem se comportar desse modo. E sabe como isso muda? Te garanto que não vai ser "escolhendo o menos pior" e "furando a fila do bandejão", mas sim fazendo a sua parte, pedaço por pedaço e, quando tiver a oportunidade, dar o exemplo e agir de um modo íntegro.
Sim sim, ver uma figura de autoridade sendo nada ética/diligente é causa sim de raiva e indignação, o que é mais um motivo para você quebrar essa corrente e fazer diferente. Porque, aparentemente, ser diferente e fugir da mediocridade é uma das tarefas mais difíceis do mundo hoje em dia.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Namoro a distância, parte I
Logo no começo do meu intercâmbio, tenho que admitir, aconteceu algo totalmente fora dos meu planos: eu me apaixonei. E, por estar fora dos meus planos, eu demorei para reconhecer o que tinha acontecido. Eu não tinha conhecido "uma" garota, mas A garota, com letra maiúscula que, naquele tempo, se tornou não apenas namorada, mas aliada, companheira, amiga, confidente e amante.
Eu devo à ela grande parte do crescimento que eu tive naquela jornada e devo o seu companheirismo tanto nas nevascas e nas viagens pros mais diferentes lugares. Devo à ela as noites bebendo vinho em boa companhia, as andanças sem rumo e as visitas aos museus. Devo à ela as músicas e filmes descobertos, os presentes trocados e as carícias ao longo do dia.
A consequência disso tudo é essa vontade de encarar o (des)conhecido "namoro a distância". Ela é de São Paulo, eu do Rio de Janeiro. A ponte aérea existe e poucas horas são o que nos separam. Simples? Eu duvido!
E então começam os "talvez" do post que uma pessoa pode enfrentar:
Talvez, talvez, você levante de manhã e a primeira coisa que você queira fazer é dizer "bom dia!" para ela. A não importa muito quando ela vai responder, o importante é que ela saiba que você já está ali (talvez com um olho aberto e outro fechado, um pouco de preguiça e ainda vestindo o seu pijama) para conversar. O mesmo acontece quando você decide dormir com o seu "boa noite!".
Talvez você queira conversar com ela o dia inteiro. E talvez o assunto acabe algumas vezes, transformando a simples falta de assunto em assunto e gerando algum estranho paradoxo em que uma conversa não acaba - ela apenas muda para outra, e outra, e outra, mantendo esse organismo quase vivo "a conversa" em eterna mutação.
Talvez ela nunca deixe os seus pensamentos durante todo o dia. Talvez você pense o que ela está fazendo, mesmo quando você está fazendo as suas coisas. Você pensa se ela está com calor ou frio, se ela tá com sede ou cansada.
Talvez você conte os dias para poder vê-la mais uma vez. Porque conversar com ela por um app ou usar do Skype para ver o seu rosto não é o suficiente, mas você tem que aguentar. Porque você sabe que nada, absolutamente nada, tem o mesmo valor que o sorriso ou a risada dela. Talvez os dias demorem para passar justamente por você ansiar por esses momentos.
Talvez você planeje. E replaneje. E jogue os seus planos foras para criar novos. Você olha os calendários e espera achar os longos feriados. Você praticamente aprende para o que serve um calendário. E procura o seu e o dela para juntar em uma coisa só.
Você vai parar para pensar nos desafios, nos obstáculos, mas, após pensar pouco tempo, tudo talvez pareça irrelevante em face do que vocês estão lutando. A aposta é grande.
Mas, dando espaço para a realidade, a verdade é que os desafios existem. Existe insegurança, existe distância, existem os seus medos, existe o orçamento limitado, os calendários diferentes e o desgaste.
Existe também, porém, a confiança, a proximidade, a esperança, as economias (e trabalho!), as pontes aéreas e a renovação.
No meu caso, são todos verdade.
A verdade é que você sabe o valor que ela tem, o quanto ela é capaz de te fazer feliz e te fazer sentir bem. E tudo isso te dá vontade de superar os obstáculos, porque a ligação que existe faz você querer ser "o cara" para ela. Não apenas seu namorado, mas sua companhia, seu homem, amante, amigo e confidente.
Sei que ainda estamos no começo, Isabela, mas já conto os 13 dias que faltam para te ver. Saiba que o coração desse Tolo é seu.
Porque viajar não torna você melhor que ninguém.
Esse post é para quem adota o comportamento "High and Mighty" (também conhecido como "Holier than Thou") após a sua "viagem", não importando sua duração e lugar, simplesmente por ter viajado.
Dizem que a gente só sabe o valor de uma coisa em comparação com a outra. Dizem que sua percepção se baseia em referências. Lembre-se disso, querido leitor: referências. Referências são sua base, suas experiências passadas definem isso. O que você leu, escutou, entendeu, aprendeu, tudo isso conta para que você tenha referências e desenvolva o seu gosto.
Então, o que isso tem a ver com viajar?
A visão de "viajar" (e posso dizer com certeza de "sair em intercâmbio") consiste em uma espécie mística de "jornada de crescimento", onde você vai lidar com outras culturas, conhecer novos lugares, aprender sobre história, arte, pessoas e, se você tiver sorte, aprender sobre si mesmo. Vai ser o momento de enfrentar desafios, lidar com outro clima, com o desconhecido e todas essas coisas que puxam você para fora da sua respectiva zona de conforto. Parece que simplesmente viajar vai fazer você ir de um modo e voltar de um modo completamente diferente. Entretanto, querido leitor, vamos grifar o óbvio: Essa impressão está completamente errada. A verdade é mais cruel do que simples sonhos dourados.
Leia o título. Leu? Conseguiu ter alguma ideia de que caminho vamos seguir?
Aqui vai uma verdade: Não, você não se tornou "melhor". Pelo contrário, há boas chances de você ter se tornado alguém "pior". Você pode ter ido a monumentos históricos, você pode ter conhecido infinitas pessoas de infinitas origens, entretanto, se você não decidiu jogar velhos hábitos fora por causa disso e adotar novos, se você não decidiu se renovar, se você não decidiu ser mais maduro, se você não decidiu observar, aprender e comparar, você não vai ter crescido. Vai ter sido o mesmo de ter ficado em casa, assistindo televisão e indo todo dia no mesmo barzinho.
A pergunta é: No fim, o que você vai levar da sua jornada? Os momentos serão apenas brisas frescas que atingiram o seu rosto no passado ou tijolos que efetivamente construíram alguma coisa? As bagagens serão apenas roupas e eletrônicos ou ela conterá algum conhecimento novo? Você foi capaz de fazer os positivos da cultura alheia de influenciar? Você foi capaz de realmente fazer amigos ou apenas conheceu as pessoas?
Você não se torna melhor simplesmente porque você viajou. Você não se torna melhor porque você acumulou fotos em praias, porque você jogou em cassinos, porque você foi em atrações turísticas. Você se torna melhor pelo modo que você deixou isso tudo te influenciar! Você se torna melhor pelos laços formados, pelo obstáculos superados (ou não), pelos sacrifícios e pelas escolhas. A questão não é de causa então efeito. É, se você permitir, causa e (talvez) efeito.
Você não deve seguir uma lista pré-determinada de "30 coisas para fazer antes dos 30" e nem "40 lugares para visitar antes do 40". Nada disso define quem você é (no máximo define quem escreveu ou define que você é facilmente influenciável), nada disso é tão pessoal quanto o que você quiser fazer de "diferente" e "novo". Isso é tão ridículo quanto fazer alguma coisa porque "todos fazem". Ou quanto é viajar para os mesmos lugares que todos viajam e fazer o que todos os outros fazem...
Não existem fórmulas mágicas mas, para nossa sorte, existe uma coisa chamada "vontade".
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Phoenix Wright (OBJECTION!)
Não sei vocês, mas sempre quando eu via algum filme policial com toda aquela cena no tribunal da testemunha, o réu e o advogado, eu ficava alguma coisa pilhado imaginando a tensão que deve ser fazer aquilo em "tempo real" (vamos considerar que não existe dramatização no meio e que a realidade é assim mesmo, hahaha!). Então, um dias, eu decidi chamar um joguinho "Phoenix Wright". A essência dele? Você é um advogado - "de defesa", nunca o procurador - e sempre tem algum em que todas as chances estão contra você, mas, por sorte, você é Phoenix Wright, Ace Attorney e vai "desenrolar" todo o caso.
A história do primeiro começa com Phoenix Wright e sua mentora em um caso - oportunidade para que todas as informações da mecânica do jogo são passadas para você - em que ele ainda é alguma coisa novato - afinal, você, jogador, também é um novato! Nunca saberíamos, porém, que logo depois as coisas mudariam bruscamente na vida desse advogado.
A premissa é bem simples, se for parar para pensar, entretanto, é o exato oposto de como os casos são montados. Sempre nos jogos (e são uns 6 até onde eu sei, até hoje) a dificuldade das "pistas" vai aumentando progressivamente. O sistema é bem simples e os casos se dividem entre cenas de investigação - e aí você colhe informações, evidências e entende o que tá acontecendo - e cenas no tribunal - onde o objetivo é contra-atacar as acusações e analisar as testemunhas.
As cenas de investigação tem elementos introduzidos caso a caso. Primeiro, por exemplo, a gente aprende que sempre quando alguém dá um tiro com uma arma de fogo, sempre sobra resquícios de pólvora na roupa. Então, no caso que a gente suspeita de armas de fogo, a gente sempre levanta essa possibilidade para analisar as testemunhas. Outro exemplo é prestar atenção se a testemunha é destra ou canhota. Pode parecer estúpido, mas são os pequenos detalhes que fazem o jogo virar! E claro, não podemos esquecer dos sidekicks que vão desde o Detetive até a Cientista que ajudam a colher pistas e dão outras dicas. Desse modo, a investigação evita ser entediante, mas também não é extremamente fácil.
Entretanto, é no tribunal que a coisa pega fogo! Você, o procurador e a testemunha, em uma Cross Examination procurando os buracos no testemunho e a verdade. É a hora clássica de gritar...
... e mostrar para a testemunha que ela TEM que parar de mentir e falar a verdade! E claro que muitas vezes os seus gritos de "Objection!" vão ser combatidos pelos mesmos gritos do outro lado, então se prepara para não apenas atacar a testemunha, mas segurar sua posição e se manter firme no caso, antes que o veredito contrário venha ao seu alcance!
Além disso, cada jogo contém elementos únicos ao mesmo. Nos jogos com o nosso advogado de defesa preferido, em um momento podemos "detectar" (poderes míiiiiiiiiiiiisticos!) quando indivíduos - fora do tribunal - estão escondendo alguma verdade. E então é o seu objetivo "interrogá-los" meio que indiretamente para fazer eles falarem e contar tudo - meio que um clássico jogar verde e colher maduro. Em outro, o personagem adquire algum tipo de percepção extremamente detalhada, podendo perceber quando um indivíduo está mentindo - algum tipo de 'vício' no movimento ao estilo de piscar involuntariamente - e então...
... você tem a testemunha encurralada em contar uma mentira de modo ruim e sabe exatamente onde atacar.
Não obstante, nós também temos os personagens que são realmente explorados no jogo. Desde a sua ajudante e aprendiz de médium, passando pelo detetive até o procurador-rival-melhor-amigo, todos eles possuem seus modos de pensar e peculiariedades, fornecendo brilho ao jogo, ao invés de "simplesmente estarem ali".
Por isso tudo eu recomendo Phoenix Wright para aqueles que procuram um jogo que utiliza do cérebro, ao invés de simplesmente apertar um botão constantemente. É um jogo para degustar e aproveitar, ao invés de simplesmente passar por ele correndo.
Deixo para os curiosos um trailer com "fandub" (fãs fazendo a dublagem) do quarto jogo da série: Apollo Justice. Pessoalmente, eu achei que ficou de excelente qualidade, ainda mais com as vozes cheias de emoção mostrando as frases dos personagens. Nos vemos no tribunal! ;D
"The only thing that matters is the truth.
Everything you need lies in the information you have in your hands."
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Jogos Vorazes & Battle Royale
É altamente provável que você já tenha ouvido falar do primeiro mas não do segundo. A não ser que você tenha ouvido eu falar do primeiro, porque aí eu invariavelmente falo do segundo também, afinal, é legal comparar uma obra "ocidental" com uma "oriental" e ver as diferenças de estilo e do modo como a história é contada. A intenção aqui não é mostrar elevado saber e notável conhecimento, no máximo fazer quem leu o primeiro também ler o segundo (se aguentar!), porque pode ser sempre divertido ler o mesmo "estilo" de história por duas visões diferentes. Então... Vamos lá!
Pessoalmente, esperava uma história bobinha, então alguns fatos me surpreenderam de como aconteceram. Em alguns outros pontos, porém, o que estava para acontecer era alguma coisa previsível. Os momentos nos jogos são bem emocionantes, ainda mais palo fato da história ser contada em 1ª pessoa, oferecendo um recurso de agilidade e subjetividade no desenrolar da história. Os Jogos são como os nomes dizem: Um massacre entre basicamente crianças na busca pela sobrevivência. Uma coisa que eu não gostei (pelo fator 1ª pessoa, claro) é que pouco sabemos dos outros personagens até que eles apareçam, falem umas doze palavras e morram (afinal, não tem como todo mundo escapar dos jogos, né).
No primeiro livro, eu já tinha visto o filme antes (HUEHUEHUE), então, sabendo mais ou menos o que esperar, a leitura pode ser bem suave, prestando atenção nos detalhes e tentando entender no que raios Katniss estava se metendo. Nesse ponto dá até pra elogiar o filme: Eu não consigo lembrar de muita coisa que perdeu o sentido no cinema, deixando a história bem engatilhada para o segundo.
O segundo e o terceiro, na minha opinião, formam ótimos livros, pois conseguem desenvolver a história por um caminho que vemos as coisas tomando proporções gigantescas (guerra!) quando a Katniss começa a enfrentar uns dilemas bem interessantes. Eu achei ela meio boba e sem muita ação, se deixando ser arrastada muitas vezes, mas isso não tira o mérito da história. Eu recomendaria quem não leu ler, pois é simples, fácil e rápido. No fim valeu a pena. :)
Agora, vamos ao segundo.
A parte que eu acho legal aqui é como os 42 personagens tem seus momentos (okay, quase todos eles), desde do "bundão protagonista que não sei muito o que fazer e quero matar ninguém", passando pela " 'vadia' da sala que sofreu abuso sexual [olha só, que legal! A personalidade da garota é contada e explicada para justificar seu comportamento insano!]" indo pelo cara que luta artes marciais até o psicopata que sofreu um acidente suas emoções. Desse modo, a gente conhece o background dos personagens, o que dá um brilho a mais na história. E claro que, para isso, ela é muito mais extensa e não é em primeira pessoa, logo, é mais lenta.
A brutalidade também é multiplicada. Como temos imagens, dá pra ver aqueles tiros explodindo o cérebro dos alvos, ou o pessoal sendo cortado e sangue jorrando. Não apenas isso, mas o terror psicológico também aumenta muito, com a dramatização de indivíduos até cometendo suicídio (afinal, eles nem treinamento receberam quando foram escolhidos, até onde eu me lembro) para não fazer parte do jogo. Algo muito mais... Humano.
A influência de algum "Game Maker" (carinha que controla a arena, no caso dos Hunger Games) também é menor e não existem criaturas insanas para matar os participantes. Só eles mesmos, os seus desespero ou algum deslize nas regras.
Se eu recomendo? SIM! TODOS os capítulos, incluindo aqueles vinte do final que o personagem X tá para matar o Y e tem todos os flashbacks da galera que já bateu as botas! Ou a lutinha de artes marciais com toda a filosofia de "momento". Ou quando o psicopata pega a sub-metralhadora e decide fazer a limpa... Enfim, deveras divertido. :)
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Broadway - Le Fantôme de l'Opéra

Eu tive, alguns dias atrás, a oportunidade de ver um dos tão almejados "Espetáculos da Broadway". E dá pra dizer, com boa margem de erro, que só isso valeu a pena a viagem toda. Claro que depois eu tive que passar por um aperto gigantesco para voltar para o meu hotel feliz e contente, mas isso é uma outra história (que envolve os malditos taxis de NY).
Ahem, de volta ao espetáculo. Desde o começo, dá pra perceber que a proposta da coisa vai além do básico. Querendo ou não, esses americanos malditos sabem como fazer uma festa decentemente, ou pelo menos criar toda uma atmosfera. O nome "Broadway" eu acho que já tem um sentido por si só, mesmo que você fosse lá ver apresentações de menor tradição. A localização do local amplia essa atmosfera, já que no outro lado da rua, por exemplo, tinha o teatro do Mamma Mia. Aí, quando você olha, os dois prédios são completamente diferentes. Não são apenas uma fachada bonitinha que dará entrada ao teatro e tal. A fachada do prédio dO Fantasma da Ópera remete àquela arquitetura antiga, lá dos 1850 dde Paris, onde, também em um teatro, a história se desenvolve.
Como estou longe de ser algum crítico de arte, não vou fazer comentários sobre enredo, atuações ou coisas do tipo. Quero falar sobre a minha experiência. Eu fiquei impressionado como a forma de todo o espetáculo se desenvolveu. Em nenhum momento, nenhum maldito momento, os atores ficaram parados. Eles tinham a capacidade de se expressar de uma maneira absurda, dando grande fluidez para a história. Os efeitos especiais potencializaram o efeito da peça, assim como a transição de cenários era tão simples e rápida que a história tinha que ser absorvida em velocidade ou os detalhes iriam se dispersar no ar.
O momento mais impressionante foi quando a galerinha do teatro decidiu acender umas quatro chamas verticalmente. Além do susto com o barulho e a súbita mudança de claridade (e aí tu fica cego por uns segundos também, de brinde) o calor varreu o teatro. Podem acreditar, porque eu não estava tão perto e já senti a onda quente no meu rosto, eu imagino o cara que tava na primeira fileira. Ele deve ter tostado um pouco.
A música... Bem, sem palavras. Chega um ponto em que eu até pensei que rolava algum tipo de playback (afinal a cantoria rolava mesmo com um ator deitado no chão e se rastejando) tamanha era a capacidade dos atores de cantar sem problema algum, mesmo se eles estivessem sentados ou deitados, ou correndo ou pulando. A trilha sonora por si só é um espetáculo a parte.
Se eu recomendo? Sem dúvida alguma recomendo. Mas só acho que vale mais a pena ver as peças com mais tradição antes das mais "pop", mas acho que isso fica mais a gosto do freguês e de que tipo de coisa ele quer ver. Mas sugiro se hospedar o mais perto possível, para não depender de transporte algum (mas aí fica caro, o que indica que você tem que economizar dinheiro). Algumas vezes, gastar mais é melhor que passar [muito] sufoco.
De bônus: Eu confirmei que pegar um taxi em NY é um coisa impossível mesmo. E quando você pega, eles não usam o taxímetro e cobram o dobro do preço da corrida normal. Acho que faz parte de ser um turista. Pena que eu também sei andar de ônibus. :)
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Surpresas
Eu tenho uma coisa para admitir: Sou péssimo em organizar surpresas sozinho. Essa é uma coisa que eu preciso melhorar em mim, principalmente. É tão legal ver uma pessoa surpresa e feliz que vale a pena todo o "trabalho" de organizar as coisas, hahahaha! Então eu posso tentar fazer o primeiro passo, não é mesmo? Então eu decidi fazer uma brincadeira com você, Isabela, uma das minhas duas ávidas leitoras (sendo a outra a minha mãe, hahahaha!). Afinal, se eu quero fazer uma surpresa boa, acho que é para você!
Então, vamos antes explicar as regras do jogo, fazer aquela introdução básica e começar a diversão (pelo menos para mim, já que você vai ter que ralar um pouco, hahahaha!). Vamos lá!
E se eu te disser que utilizei todas as minhas habilidades ninjas para esconder peças de um quebra cabeça nas suas coisas, na sua casa, cada uma com um mistério diferente e um enigma para ser resolvido? Só juntando todas as peças você será capaz de descobrir a resposta para o mistério. Será que você conseguirá descobrir antes da data limite? Será que você é capaz de descobrir qual é a data limite?
Vamos ao primeiro enigma:
"Para que a mensagem você possa entender, pense primeiro em nós. LEOnardo e ISAbela. Para que a mensagem você possa assimilar, primeiro você a precisa decifrar. Um enigma, um quebra-cabeça. Um se torna o outro e outro se torna um. Um ciclo. Qual é o caminho certo para escolher? Que mensagem, no fim, assim, você assim conseguirá obter? Tenha sempre me mente em descartar o desnecessário para que assim o sentido possa surgir onde ele pode não parecer estar!
Para quS vAcê pAssa a próxima pista SncAntrar, vá cArrSndA S bSm dSprSssa nA sSu quartA prAcurar! AndS SstAu, vAcê mS pSrgunta. AndS vAcê pAdS mS SncAntrar, vAcê sS indaga. SntãA aqui vãA as pistas, prSstS bastantS atSnçãA: Sm mim vAcê cAnfiAu, pSrtA dS vAcê nA gSIA SstAu. SSi quS nãA sAu pSrfSitA, sSi quS tS causSi bastantS mSdA. Mas nãA tSma, pSquSna. CAmigA vAcê pAdS sSmprS dSsIizar, para a IibSrdadS - S A friA gSIadA - Sm sSu bSIA rAstA SncAntrar!"
Boa sorte! :D
Então, vamos antes explicar as regras do jogo, fazer aquela introdução básica e começar a diversão (pelo menos para mim, já que você vai ter que ralar um pouco, hahahaha!). Vamos lá!
E se eu te disser que utilizei todas as minhas habilidades ninjas para esconder peças de um quebra cabeça nas suas coisas, na sua casa, cada uma com um mistério diferente e um enigma para ser resolvido? Só juntando todas as peças você será capaz de descobrir a resposta para o mistério. Será que você conseguirá descobrir antes da data limite? Será que você é capaz de descobrir qual é a data limite?
Vamos ao primeiro enigma:
"Para que a mensagem você possa entender, pense primeiro em nós. LEOnardo e ISAbela. Para que a mensagem você possa assimilar, primeiro você a precisa decifrar. Um enigma, um quebra-cabeça. Um se torna o outro e outro se torna um. Um ciclo. Qual é o caminho certo para escolher? Que mensagem, no fim, assim, você assim conseguirá obter? Tenha sempre me mente em descartar o desnecessário para que assim o sentido possa surgir onde ele pode não parecer estar!
Para quS vAcê pAssa a próxima pista SncAntrar, vá cArrSndA S bSm dSprSssa nA sSu quartA prAcurar! AndS SstAu, vAcê mS pSrgunta. AndS vAcê pAdS mS SncAntrar, vAcê sS indaga. SntãA aqui vãA as pistas, prSstS bastantS atSnçãA: Sm mim vAcê cAnfiAu, pSrtA dS vAcê nA gSIA SstAu. SSi quS nãA sAu pSrfSitA, sSi quS tS causSi bastantS mSdA. Mas nãA tSma, pSquSna. CAmigA vAcê pAdS sSmprS dSsIizar, para a IibSrdadS - S A friA gSIadA - Sm sSu bSIA rAstA SncAntrar!"
Boa sorte! :D
terça-feira, 22 de outubro de 2013
À lua!
Vamos ao momento wikipedia: To the Moon é o quarto jogo produzido por Kan "Reives" Gao e o primeiro lançamento comercial de sua desenvolvedora indie Freebird Games. É um RPG de aventura com elementos de visual novel.
A história do jogo começa com um velhinho chamado Johnny que está no seu leito de morte. Ele, porém, através do uso da tecnologia de manipulação de memórias, pode realizar o seu último desejo antes de falecer. Ele tem a possibilidade de apagar todas as memórias dele antigas e modificá-las, passando a viver em um "caminho diferente" para a sua história. O custo é que tal alteração o levaria à morte (o que não é um grande problema já que ele está prestes a morrer mesmo).
O desejo dele? Ir à lua.
[ALERTA DE SPOILERS LEVES]
O interessante do jogo, porém, é entender a motivação dele para fazer isso. Johnny é casado com Rivers, sua querida esposa que faleceu alguns anos antes dele chegar nesse ponto. No decorrer do jogo, porém, percebemos que as coisas não estavam indo muito bem...
O sistema de navegação pelas memórias de Johnny acontecem de modo parcial, indo desde a sua memória mais recente (velhice, morte de River) até os momentos mais antigos (sua adolescência e infância). Eu simplesmente achei espetacular como o personagem Johnny de "velho no leito de morte" se transforma em todo um personagem com motivações, medos e angústias a medida que vamos conhecendo as memórias dele. As cenas de diálogo são interessantíssimas e fazem a gente parar para pensar em muitos assuntos, como "Amor", "Esperança" e "Amizade".
[ALERTA DE SPOILERS MEDIANOS]
[ALERTA DE SPOILERS PESADOS]
Outro exemplo?
Logo no começo do jogo, tem uma cena que River recebe a carta dos custos de tratamento para a sua doença terminal. O problema: ela e Johnny ainda estão pagando a casa. A escolha é simples: manter a casa que foi tão demorada para ser construída (e em um lugar que representa muito para eles) ou prolongar a vida de River com o tratamento. Johnny quer obviamente a segunda opção... mas River... River não. Ela deseja diferente. E não é a escolha dela decidir se quem fica é a casa ou ela? Johnny então se vê "preso" à escolha dela, querendo ajudar mas não podendo fazer nada, pois ela não quer que nada seja feito. Afinal, do que adiantaria "prolongar" a vida dela se isso não fosse torná-la feliz, pelo contrário, a deixaria triste por ele ter tido que abrir mão da casa? Perguntas, perguntas, perguntas... O "Amor" não pode ser egoísta, não é mesmo? :P
A medida que vamos avançando no jogo, percebemos que a história dos personagens vai se enraizando neles de tal maneira que tudo se torna uma mistura tão densa e cheia de sentimentos que queremos acompanhar cada instante para não perder nenhum detalhe. Os próprios médicos do jogo - que devem entrar nas memórias para modificá-las e praticamente vivenciá-las - se alteram de simples "estamos aqui para fazer o nosso trabalho" para "vamos fazer Johnny ter um final feliz".
Existem coisas no jogo que você só entende depois de jogá-lo por completo e parar pra pensar, também. Nas "memórias reais", River, com a sua síndrome, faz diversos coelhos de origami. Esse evento aconteceu após Johnny contar para aquela que a motivação dele se aproximar dela foi porque ela era "diferente". Ao longo do jogo também percebemos a angústia de River de tentar ser igual a todos mas não conseguir por causa da sua "doença", então para ela pode ser realmente ruim alguém se aproximar porque ela é "diferente". Entretanto, esses coelhos não são um efeito apenas dessa "decepção" dela. Johnny foi uma pessoa que precisou tomar remédios para bloquear parte da sua memória e ele esqueceu o seu primeiro encontro com a River, encontro no qual eles imaginaram um coelho no céu. Então, os coelhos de origami e todas as perguntas que sucedem ele são uma tentativa de fazer Johnny se lembrar do que ele havia prometido naquele dia...
Que, caso eles se perdessem e não mais se encontrassem, eles iriam até a lua encontrar um ao outro.
[FIM DOS SPOILERS]
Sem dúvidas é um jogo que eu recomendo para qualquer pessoa jogar. É uma história feliz que faz você pensar sobre o que é realmente importante. :)
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
O dia em que eu ensinei o meu roomate a colocar o papel higiênico no lugar certo
Sim querido leitor, é exatamente isso que você leu! Pode ser absurdo, mas aparentemente algumas pessoas tem algum tipo de bloqueio em realizar as coisas mais simples quando se divide uma casa, quarto ou um banheiro. O meu roomate TINHA um desses problemas porque, com uma grande dose de sapiência e 'çagassidade', podemos ensinar truques novos a um cão velho.
Já fazia um bom tempo que eu percebia esse fato. Tinham dois lugares para colocar papel higiênico no banheiro, esses dois rolinhos na imagem acima. Quando um acabava, eu trocava. Mas percebi que era apenas eu que trocava. Decidi então testar. Deixei acabar o outro também. E ele não aparecia trocado. O papel higiênico, inclusive, apareceu em cima da pia, ao invés de no rolinho. Porque deve ser uma tarefa muito árdua gastar trinta segundos do dia para fazer isso! Deveras! Exige uma sapiência intelectual digna de um mestrando (cof cof, piada interna).
Mas não, eu não desisto tão facilmente. Pensei comigo mesmo. O papel higiênico sempre estava no mínimo quando eu estava perto (não vamos discutir se isso é dramatização, hiperbolismo, coincidência ou qualquer outra coisa) e algumas vezes eu tinha sido o último a usar, outras não. Se eu fizesse o "refill" do segundo, então eu nunca encontraria o segundo "refillado". Era... impressionante. Porque, mais uma vez, deve ser uma tarefa muito árdua gastar dez segundos (diminuiu o tempo, ó!) para fazer isso. Se outro pode fazer, por que eu farei? :P
Mas então eu tive uma ideia! Iluminado por um astro de sabedoria. Iluminado pelos deuses cósmicos da zoeragem, eu decidi simplesmente... não trocar mais coisa alguma. A não ação, a suavidade do mar, a leveza do ar. Nada vence a suavidade, pode tentar. Então o papel acabou e eu esperei. Era só ter paciência que algo poderia acontecer, afinal, no mínimo, o papel tinha que ser tirado do saco quando o banheiro fosse usado. Sabiamente passei a usar o meu próprio rolinho (RÇRÇRÇRÇ zoeragem máxima!) e aguardar como um monge cientista aguarda as leveduras crescerem para que ela possa descobrir alguma coisa sobre o DNA.
E esperei e não demorou muito. Eis que surge o MAGNÍFICO PAPEL HIGIÊNICO no rolinho! Minha vontade foi de jogar um biscoito para o roomate e falar "boa garoto!", mas eu concluí que não a melhor ideia. Que a lição ficasse silenciosamente na mente dele, crescendo ali, esperando uma nova oportunidade para que o rolo de papel higiênico fosse trocado.
PS: APENAS UM ROLO surgiu. Nada de dois, porque dois é muito trabalhoso!
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
16 - A Torre
Continuando com a série a muito esquecida, a "carta de hoje" é a Torre. A carta, de fato, não é um prenúncio bom. Crise, Obstáculo, Desastre, Caos. Ela representa todas essas coisas 'agradáveis' no dia a dia. Queda, Ruína, Desilusão, Dificuldade. Claro claro, podia ser um post falando sobre como a vida é difícil, o mundo é ruim e tudo - em alguns momentos - parece jogar contra a gente. Mas eu prefiro enxergar as coisas de um modo diferente (e pode me culpar se isso parecer deveras ingênuo...).
Prefiro ver agora "conflito" como "oportunidade de crescimento". Para crescer, a gente precisa sair da zona de conforto. Você pode se cercar de mentiras e vestir a sua armadura, mas você vai ser atingido quando deixar sua zona de conforto. Você pode tentar correr e se esconder, mas tudo o que você não aprendeu vai te ser ensinado de um modo que você não esqueça tão cedo. Então, sentir aquele medo, aquele frio na barriga é algo perfeitamente normal quando você se depara com algum obstáculo.
Como você pode abandonar velhos hábitos, se não está sendo desafiado? Abraçar os desafios é a melhor forma de buscar crescimento. Sem medo, tentando de novo dia após dia. Falhar é apenas um dos resultados possíveis, porque você pode também se arrepender de nunca ter tentado ser diferente. E ficar sentado em um sofá desejando nada só vai te tornar alguém medíocre e fraco na vida.
O processo não é fácil e fluido. Ele é lento e vai te machucar. No fim, se você tiver sorte, você vai ser diferente. Você vai ter crescido de alguma maneira. Na pior das hipóteses, você vai derramar algumas lágrimas mas vai irremediavelmente se curar de tudo. As cicatrizes vão ficar, para sempre, lembrando onde você errou. E aí cabe a você como você vai olhar para elas e cuidar delas.
Mas, no fim, não tem porque ter medo. Ou você tenta ou fica parado. Andar para frente pode machucar, mas todos conseguem mais cedo ou mais tarde. Os obstáculos existem para que a gente valorize a conquista, o final, a vitória. Uns podem parecer mais fácil e mais valiosos que outros.
O que eu acho mais importante, porém, é o caminho que a gente decide seguir. Mesmo que a gente se afaste dele algumas vezes por erros, o caminho que tentamos seguir para alcançar dado objetivo é mais importante do que o resto. Porque, no fim, com o prêmio na mão, é o caminho que diz quem realmente somos. E trocar de caminho não é problema, só tem o seu preço.
No caminho através da torre, quero seguir o caminho que deixa minha consciência em paz. Só assim crescer vai ter significado para mim.
domingo, 15 de setembro de 2013
Pessoas
É engraçado perceber como as situações mudam como a maré. Em alguns momentos, eu gostaria de poder sentar de longe e apenas observar. Entender as razões, motivos e motivações. Acho que a grande lição que eu podia tirar aqui, no fim, é sobre pessoas. Seres humanos, com suas razões, medos e modo de agir. Distintos e únicos por isso. Com suas histórias que dobraram o seu eixo moral em alguma direção.
Eu conheci diferentes tipos de pessoas, sim.
Conheci aquelas "lobos em pele de cordeiro" que procuravam sempre o seu próprio bem com o seu egocentrismo. Funcionavam no "troca a troca" sempre "colocando o seu na mesa". Fui tolo em acreditar que poderia tirar alguma coisa de boa delas, aprender algo (sempre aprendo). Dessas, agora, decido manter a minha distância segura. Não me interessa vínculos desse tipo, muito menos ficar perto de pessoas que pensam única e exclusivamente nelas mesmas, como se vivêssemos em um tipo de competição horrível. Competirei quando for necessário, no meu trabalho e para defender os meus interesses sim, mas sobre as regras e com alguma classe. Isso é o que me diferencia de um animal.
Vi como as pessoas fazem amigos de um modo rápido. Amigos? Eu chamaria mais de companheiros de balada. Aparentemente, fazer amigo se você for artificial é uma coisa muito simples. Se você não conversa e só bebe, o que importa ter ideias ou histórias para dividir? Nada, porque o importante é fazer barulho e posar semi-bêbado para alguma foto. Quanto mais você beber, melhor. Números, números. Talvez porque a solidão seja algo difícil de aguentar, talvez porque a mentalidade esteja um pouco atrasada. Curtir é bom sim, todos merecem. Outra coisa é quando fica artificial... ou vazio.
E claro, vi pessoas com suas máscaras. Pessoas que mentiram para parecer boas para um lado e para o outro, não se importando com as consequências de suas mentiras. Pessoas que posaram como neutras, mas que foi uma questão de tempo até perceber que elas eram tendenciosas. Pessoas, simplesmente pessoas.
Mas existiram algumas - e eu posso contar em menos dedos do que eu tenho em uma mão - que valeu a pena conhecer. Pessoas com suas próprias e interessantes histórias, pessoas que podiam transmitir alguma lição, pessoas que enxergavam além do que um mero palmo na sua frente. Essas pessoas vou acabar guardando por muito e muito tempo.
Mas existiram algumas - e eu posso contar em menos dedos do que eu tenho em uma mão - que valeu a pena conhecer. Pessoas com suas próprias e interessantes histórias, pessoas que podiam transmitir alguma lição, pessoas que enxergavam além do que um mero palmo na sua frente. Essas pessoas vou acabar guardando por muito e muito tempo.
Mas o Tolo sempre aprende alguma coisa no fim, não é mesmo? Faz pate da jornada dele e errar só significa que ele pode crescer.
E com as pessoas, deu para aprender. Deu para perder um pouco de "ingenuidade" e daquela coisa de achar que "as pessoas talvez sejam boas". Deu para entender que as pessoas vão lutar sim pelo que é melhor para elas e se você for visto como ameaça - quer você seja ou não - você será tratado como uma. Deu para ver que as pessoas vão se preocupar com elas em primeiro lugar e que se o jogo puder terminar "2 a 0" ao invés de "1 a 1", com vantagem para elas, elas assim o farão. Deu para aprender que as pessoas se comparam o tempo todo, procurando ser a "mais mais".
Deu para aprender que as poucas pessoas que acabam "dando certo" contigo são as que mais importam. Deu para aprender que ouvir é receber histórias e experiências e é mais importante que falar. Deu para aprender que um amigo vale mais do que muitas máscaras e medos. Deu para aprender que pessoas apareçam e vão em nossas vidas e, no fim, as que ficam foram as que deviam ficar.
E com as pessoas, deu para aprender. Deu para perder um pouco de "ingenuidade" e daquela coisa de achar que "as pessoas talvez sejam boas". Deu para entender que as pessoas vão lutar sim pelo que é melhor para elas e se você for visto como ameaça - quer você seja ou não - você será tratado como uma. Deu para ver que as pessoas vão se preocupar com elas em primeiro lugar e que se o jogo puder terminar "2 a 0" ao invés de "1 a 1", com vantagem para elas, elas assim o farão. Deu para aprender que as pessoas se comparam o tempo todo, procurando ser a "mais mais".
Deu para aprender que as poucas pessoas que acabam "dando certo" contigo são as que mais importam. Deu para aprender que ouvir é receber histórias e experiências e é mais importante que falar. Deu para aprender que um amigo vale mais do que muitas máscaras e medos. Deu para aprender que pessoas apareçam e vão em nossas vidas e, no fim, as que ficam foram as que deviam ficar.
No fim, não podemos ficar parados. "Continue a nadar, continue a nadar...". E acumule as pérolas - amigos - que você encontrar na vida, guardando em memórias. Porque, um dia, você só vai lembrar das coisas boas. Ou pelo menos é o que eu espero...
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Sobre a McGill
"What if I told you..."
Constantemente me perguntam o que eu estou achando sobre o intercâmbio e tal, então, acho que está na hora de escrever a minha opinião até o momento, após esse primeiro semestre no inverno e metade
O curso de engenharia na McGill é de quatro anos. Acho que daí podemos tirar algumas conclusões. Em quatro anos, é impossível estudar o mesmo que se estuda em cinco anos na UFRJ. Só se eles fossem cobrados 25% a mais em cada ano, totalizando um misterioso ano fantasma devido a eficiência da faculdade. Obviamente, isso é uma coisa que não acontece. Logo, como eles tem um ano a menos, eles também tem matérias a menos. Vamos quebrar isso e ir passo a passo.
As matérias são mais difíceis do que no Brasil? A resposta é não. Talvez o meu não seja influenciado porque eu paguei 4 matérias contra as 5 que eu costumo pegar. Mas no fim, ou eu fiquei mais inteligente e precisei estudar menos ou a matéria foi mais fácil. Acho que existe um grande fator de eu não estar gastando 1h30 para ir para a faculdade e 2h30 voltando, que, incrivelmente, gera quatro horas a mais no meu dia e me desgasta muito menos. Logo, sobra mais tempo para estudar e falta cansaço para atrapalhar os estudos. Acho que pode ser muito "cuspir no prato que comeu", no fim, mas que eu achei ou a mesma coisa ou mais fácil foi a verdade. Se o cara tem em um curso para cobrir a ementa de um e meio no Brasil, então ele só vai poder pegar leve (ou repetir geral, hahaha). Algo me diz também que ter uma tuition faz as coisas ficarem mais fáceis.
As avaliações são mais difíceis? Aqui é comum ter a primeira prova (midterm) e a prova final. Sim, só duas. E a final costuma valer 50% pra mais da sua nota. Eu, particularmente, prefiro o sistema do Brasil. Uma prova, outra prova e se tu precisar, a final. Pelo menos assim o professor pode aloprar nas duas primeiras e deixar o cara se recuperar na final depois de estudar que nem um louco e "aprender". Aqui as provas são bem feijão com arroz, sem pegadinhas. O cara praticamente grita "VAI CAIR ISSO AQUI NA PROVA DESSE JEITO PRESTA ATENÇÃO PELAMOR DE DEUS!" enquanto dá a matéria. Logo, considerando também que eu pelo menos tive acesso a provas antigas e fui não folgado o suficiente para fazê-las, não tive surpresa alguma durante uma avaliação. Achei, no geral, que elas foram mais fáceis sim.
Os professores são melhores? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Ledo engano, jovem padawan. Aqui os caras podem ter mais formação, mas eles também caem no velho problema de "professor com background do balacobaco e aulas lixosas". Algumas aula são boas, outras dá vontade de se suicidar com uma caneta pelo olho. Na maioria das vezes são "..." . Curto e grosso: "Poucos são bons, como era de se esperar".
Estrutura? Isso aí não tem muita comparação. Salas limpas, bem conservadas. Campus bem localizado (ponto pra McGill que está no meio de Montreal!). No fundão a estrutura me era boa também e eu não tinha do que reclamar. Seria mimimi desnecessário.
Acho que isso é tudo, por enquanto. :D
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