Um ano passa rápido. Talvez rápido depois, talvez rápido de menos. Depois de viver um ano lá fora, em uma nova cultura, existe também um choque no momento da volta. É inegável dizer que a qualidade de vida cai pra caramba. Parece, por exemplo, que eu troquei o frio de -30º C e 10 cm de neve por um calor de 40º C, engarrafamentos que fazem a volta pra casa que deveria demorar 20 min de carro em uma peregrinação de 1h20min. Isso sem contar a violência, o preço absurdo de coisas banais - quando comparados à mesma coisas banais lá de fora -, a carga horária absurda da faculdade - que praticamente não deixa você fazer mais nada da sua vida. Fica aqui registrado só a critério de comparação. Cada um tem suas preferências sobre como gostaria de viver.
Nesse primeiro ano, é possível perceber - por quem sabe fazer uma propaganda positiva do intercâmbio - o grau de influência que esse tipo de experiência pode render em termos de tornar você destacável. Definitivamente, o intercâmbio não é uma revolução em suas habilidades técnicas da sua graduação. Você não vai se tornar um melhor profissional por ter feito intercâmbio. O que muda é que você amadurece mais rápido para algumas situações e isso se reflete em alguns outros aspectos. Dando exemplo banal, eu era uma pessoa que sempre puxava a grade "certinha" da Eletrônica. Com a volta, minha grade ficou completamente embolada. Solução? Puxar todas as matérias que fossem possíveis. Já que ia ficar na faculdade preso fazendo aula, que fizesse tudo de uma vez...
Entretanto, existe um hábito ruim na eletrônica. A lenda de que 25 créditos é muita coisa e "você vai metaforicamente morrer se fizer mais do que isso". Eu discordo completamente desse paradigma. As pessoas aguentam tanta carga quanto elas estão dispostas a aguentar. Claro que em alguns semestres temos o dilema de "fazer aula com professor ruim, aprender nada e avaliação ser fácil" ou "fazer aula com professor ruim, aprender nada e avaliação ser muito difícil", mas isso é uma discussão diferente. O que eu acho que é verdade é que a gente perde muito tempo em sala de aula e pouco tempo realmente estudando.
Não importa quantas horas de aula são, sempre vai ter que estudar em casa. Desse modo, pela falta desse hábito de estudar em casa (já que as aulas infinitas são uma verdade), cria essa reclamação infinita. Tirando alguns semestres de exceção, em geral dá para adicionar mais uma matéria que não daria tanto trabalho e aceleraria a graduação facilmente. Levando em consideração que a maioria faz Iniciação Científica (IC) com horário alguma coisa flexível, os 25 créditos (o que seriam 30 horas de aula por semana, aproximadamente), ainda não são tanta coisa. Afinal, somando com a carga horária de uma IC (se ela for séria, 20 horas), já são 50 horas semanais de carga nas costas. 50 horas desconsiderando as aulas que podem não existir algum dia e o tempo de estudo em casa. Conclusão? Estude no final de semana e reclame menos.
Nesse ano, após o período do Canadá, percebi como minha mentalidade estava diferente das pessoas da minha sala que, por exemplo, ou foram para outros lugares ou ficaram no Brasil. Enquanto eu estava puxando um monte de matéria, aproveitando cada segundo do tempo ou fazendo algum trabalho ou estudando, existiam as pessoas apenas passeando pela faculdade.
Acho que essa é a maior lição do intercâmbio. Você pode aprender inglês, estudar em uma faculdade prestigiada, mas no fim, aprender que você tem que se esforçar para alcançar os seus objetivos - e estar disposto a isso - é a maior e melhor lição que pode ser aprendida.
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domingo, 14 de dezembro de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
XXI - O Mundo [O Fim do Intercâmbio]
O Mundo representa o fim da jornada do Tolo. No Tarot tem o sentido de "completude", de "sucesso". Eu prefiro ver essa cartinha de um modo diferente, talvez distorcendo um pouco o significado dela. O mundo representa o "balanço final". Um timing apropriado, considerando o fim do processo de intercâmbio e a volta para casa. O momento em que uma jornada termina para que, obviamente, outra possa começar de volta. Quando os erros deixam de ser importantes e se transformam - na teoria - em lições e que as boas memórias ficam guardadas em algum lugar. A hora de analisar e compreender os erros e acertos, pegar as últimas lições e aprender um pouco mais.
O Tolo tem que passar por diversos obstáculos para chegar nesse ponto, pois não existe lição aprendida sem sacrifício, já que a fim de obter algo novo, deve-se pagar por algo de mesmo valor. O que importa no fim não é onde, você chega, mas o caminho que você precisou para chegar até lá. Se cada um de nós possui limitações derivadas da nossa genética, do nosso ambiente ou simplesmente das nossas mentes, é o nosso dever nos aproximar o máximo que conseguirmos disso. Se limites são bobagens - e essa visão de 'sem limites e vou até onde conseguir' pode mesmo ser tentadora - então o objetivo é não ficar parado e ir o mais longe que conseguir.
Então, após os 12 meses de intercâmbio, o retorno para casa é algo iminente. Em algum momento, você vai sentir saudades, mas, como alguém que sabe que a jornada deve continuar, a coisa mais importante que você pode fazer para si mesmo é evitar olhar - muito - para trás e focar no aqui e agora. Afinal, se for parar pra pensar, o tempo que se passa do lado de "fora" da sua realidade pode ser considerado uma "ilusão" - entretanto, sem dúvida alguma, os laços formados nesse tempo, se verdadeiros, não serão ilusão alguma.
E então você retorna. E acho que é impossível não ter aquela sensação de "será que eu aproveitei o suficiente?" e "será que eu fiz tudo o que eu podia?". Você pensa os dias que deixou de viajar ou que talvez podia ter puxado aquela matéria a mais e reflete e pensa e gasta algum tempo nesse saudosismo.
Mas o fim é isso: deixar-se flutuar por um saudosismo, sabendo que aquela jornada teve o seu fim. Porém, não flutuar para sempre, mas cada vez menos, até abrir os olhos de vez.
E então você fecha a porta, deixando as últimas memórias se assentarem na sua cabeça. Você lembra do rosto de algumas pessoas e dos muitos eventos. Você lembra das viagens, elege as suas melhores e se preocupa em como vai contá-las para aqueles a sua volta.
Não, você sabe que não vai seguir aquele caminho mais. E isso é capaz de lhe trazer paz. O Tolo enfrentou obstáculos, se feriu, se superou e no fim saiu de cabeça erguida. Ou pelo menos com um sorriso no rosto.
Porque, assim como o anjinho que flutua na imagem, você pode se sentir completo após sua jornada e se sentir satisfeito.
E renovado para a nova jornada que está na sua frente.
Então, após os 12 meses de intercâmbio, o retorno para casa é algo iminente. Em algum momento, você vai sentir saudades, mas, como alguém que sabe que a jornada deve continuar, a coisa mais importante que você pode fazer para si mesmo é evitar olhar - muito - para trás e focar no aqui e agora. Afinal, se for parar pra pensar, o tempo que se passa do lado de "fora" da sua realidade pode ser considerado uma "ilusão" - entretanto, sem dúvida alguma, os laços formados nesse tempo, se verdadeiros, não serão ilusão alguma.
E então você retorna. E acho que é impossível não ter aquela sensação de "será que eu aproveitei o suficiente?" e "será que eu fiz tudo o que eu podia?". Você pensa os dias que deixou de viajar ou que talvez podia ter puxado aquela matéria a mais e reflete e pensa e gasta algum tempo nesse saudosismo.
Mas o fim é isso: deixar-se flutuar por um saudosismo, sabendo que aquela jornada teve o seu fim. Porém, não flutuar para sempre, mas cada vez menos, até abrir os olhos de vez.
E então você fecha a porta, deixando as últimas memórias se assentarem na sua cabeça. Você lembra do rosto de algumas pessoas e dos muitos eventos. Você lembra das viagens, elege as suas melhores e se preocupa em como vai contá-las para aqueles a sua volta.
Não, você sabe que não vai seguir aquele caminho mais. E isso é capaz de lhe trazer paz. O Tolo enfrentou obstáculos, se feriu, se superou e no fim saiu de cabeça erguida. Ou pelo menos com um sorriso no rosto.
Porque, assim como o anjinho que flutua na imagem, você pode se sentir completo após sua jornada e se sentir satisfeito.
E renovado para a nova jornada que está na sua frente.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Porque viajar não torna você melhor que ninguém.
Esse post é para quem adota o comportamento "High and Mighty" (também conhecido como "Holier than Thou") após a sua "viagem", não importando sua duração e lugar, simplesmente por ter viajado.
Dizem que a gente só sabe o valor de uma coisa em comparação com a outra. Dizem que sua percepção se baseia em referências. Lembre-se disso, querido leitor: referências. Referências são sua base, suas experiências passadas definem isso. O que você leu, escutou, entendeu, aprendeu, tudo isso conta para que você tenha referências e desenvolva o seu gosto.
Então, o que isso tem a ver com viajar?
A visão de "viajar" (e posso dizer com certeza de "sair em intercâmbio") consiste em uma espécie mística de "jornada de crescimento", onde você vai lidar com outras culturas, conhecer novos lugares, aprender sobre história, arte, pessoas e, se você tiver sorte, aprender sobre si mesmo. Vai ser o momento de enfrentar desafios, lidar com outro clima, com o desconhecido e todas essas coisas que puxam você para fora da sua respectiva zona de conforto. Parece que simplesmente viajar vai fazer você ir de um modo e voltar de um modo completamente diferente. Entretanto, querido leitor, vamos grifar o óbvio: Essa impressão está completamente errada. A verdade é mais cruel do que simples sonhos dourados.
Leia o título. Leu? Conseguiu ter alguma ideia de que caminho vamos seguir?
Aqui vai uma verdade: Não, você não se tornou "melhor". Pelo contrário, há boas chances de você ter se tornado alguém "pior". Você pode ter ido a monumentos históricos, você pode ter conhecido infinitas pessoas de infinitas origens, entretanto, se você não decidiu jogar velhos hábitos fora por causa disso e adotar novos, se você não decidiu se renovar, se você não decidiu ser mais maduro, se você não decidiu observar, aprender e comparar, você não vai ter crescido. Vai ter sido o mesmo de ter ficado em casa, assistindo televisão e indo todo dia no mesmo barzinho.
A pergunta é: No fim, o que você vai levar da sua jornada? Os momentos serão apenas brisas frescas que atingiram o seu rosto no passado ou tijolos que efetivamente construíram alguma coisa? As bagagens serão apenas roupas e eletrônicos ou ela conterá algum conhecimento novo? Você foi capaz de fazer os positivos da cultura alheia de influenciar? Você foi capaz de realmente fazer amigos ou apenas conheceu as pessoas?
Você não se torna melhor simplesmente porque você viajou. Você não se torna melhor porque você acumulou fotos em praias, porque você jogou em cassinos, porque você foi em atrações turísticas. Você se torna melhor pelo modo que você deixou isso tudo te influenciar! Você se torna melhor pelos laços formados, pelo obstáculos superados (ou não), pelos sacrifícios e pelas escolhas. A questão não é de causa então efeito. É, se você permitir, causa e (talvez) efeito.
Você não deve seguir uma lista pré-determinada de "30 coisas para fazer antes dos 30" e nem "40 lugares para visitar antes do 40". Nada disso define quem você é (no máximo define quem escreveu ou define que você é facilmente influenciável), nada disso é tão pessoal quanto o que você quiser fazer de "diferente" e "novo". Isso é tão ridículo quanto fazer alguma coisa porque "todos fazem". Ou quanto é viajar para os mesmos lugares que todos viajam e fazer o que todos os outros fazem...
Não existem fórmulas mágicas mas, para nossa sorte, existe uma coisa chamada "vontade".
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Conhecendo um pouco de cada um
Querido leitor,
Conhecimento é poder e Informação é conhecimento. Agora que eu estou em Montréal, fiquei interessado em conhecer CADA UMA das universidades que aqui existem. As irmãs da McGill, ou rivais, não importa. Cada uma deve ter a sua própria história e suas próprias características e, como eu não sou bairrista (leia: fanboy extremista da McGill [porque fanboy eu sou sim senhor e vou comprar caneca de metal da McGill pra ir pra chopada no fundão]). Até porque, eu não sou um aluno da McGill, minha passagem por aqui é temporária. Não carrego a bandeira ou o escudo, sou aluno do fundão (vulga UFRJ) e minhas cores não são escarlate e branco, mas sim o azul. Ou posso ser 4/5 azul e 1/5 escalarte e branco... mas tudo tem a sua devida proporção.
Então, vamos ao post, de fato! Sente-se, jovem e aprenda um pouco sobre cada uma! Cada uma é legal da sua própria maneira!

Nome: McGill University
Lema: Grandescunt Aucta Labore ~ By work, all things increase and grow
Nome: Concordia University
Lema: Concordia salus ~ Well-being through harmony
Nome do Time: Stingers
Comentário: Concordia! A maior de todas em número de alunos. Coração de mãe. Uma estação de metrô e um bairro com o seu nome. Eu acho essa outra universidade legal. Pelo menos é a que parece ser mais animada, já tem que mil intercambistas indo para lá. Diz a lenda que suas aulas de inglês tem infinitos chineses.
Curiosidade: Concordia é a palavra em latim para "harmony," literalmente "with (one) heart."

Nome: Université de Montréal
Lema: Fide splendet et scientia ~ It shines by faith and knowledge

Nome: Université du Québec à Montréal
Lema: Prenez Position ~ Take your Place

Nome: École de Technologia Supérieure
Lema: -x-
Conhecimento é poder e Informação é conhecimento. Agora que eu estou em Montréal, fiquei interessado em conhecer CADA UMA das universidades que aqui existem. As irmãs da McGill, ou rivais, não importa. Cada uma deve ter a sua própria história e suas próprias características e, como eu não sou bairrista (leia: fanboy extremista da McGill [porque fanboy eu sou sim senhor e vou comprar caneca de metal da McGill pra ir pra chopada no fundão]). Até porque, eu não sou um aluno da McGill, minha passagem por aqui é temporária. Não carrego a bandeira ou o escudo, sou aluno do fundão (vulga UFRJ) e minhas cores não são escarlate e branco, mas sim o azul. Ou posso ser 4/5 azul e 1/5 escalarte e branco... mas tudo tem a sua devida proporção.
Então, vamos ao post, de fato! Sente-se, jovem e aprenda um pouco sobre cada uma! Cada uma é legal da sua própria maneira!
Nome: McGill University
Lema: Grandescunt Aucta Labore ~ By work, all things increase and grow
Fundada em: 1821
Cores: Escarlate e Branco
Nome do Time: Redmen (homens) e Martlets (mulheres)
Comentário: A minha querida McGill! "Minha" universidade por um ano! O escudo cheio de informação que eu conheço, com o triplo-twitter-vermelho, o livrinho e as duas coroas. Renome, Glória, Prestígio... Isso tudo parece ser o que a McGill representa aqui. Harvard do Canadá, né...
Comentário: A minha querida McGill! "Minha" universidade por um ano! O escudo cheio de informação que eu conheço, com o triplo-twitter-vermelho, o livrinho e as duas coroas. Renome, Glória, Prestígio... Isso tudo parece ser o que a McGill representa aqui. Harvard do Canadá, né...
Curiosidade: Estabeleceu a University of British Columbia, a University of Victoria entre outros!
Nome: Concordia University
Lema: Concordia salus ~ Well-being through harmony
Fundada em: 1974 (junção entre Loyola College (1896) e Sir George Williams University(1926) ).
Cores: Bordô, Dourado, Preto e Branco
Comentário: Concordia! A maior de todas em número de alunos. Coração de mãe. Uma estação de metrô e um bairro com o seu nome. Eu acho essa outra universidade legal. Pelo menos é a que parece ser mais animada, já tem que mil intercambistas indo para lá. Diz a lenda que suas aulas de inglês tem infinitos chineses.
Curiosidade: Concordia é a palavra em latim para "harmony," literalmente "with (one) heart."
Nome: Université de Montréal
Lema: Fide splendet et scientia ~ It shines by faith and knowledge
Fundada em: 1878 como Université Laval à Montréal
Cores: Azul real, Preto e Branco
Cores: Azul real, Preto e Branco
Nome do Time: Carabins
Comentário: UdeM. Francófona. Tem mais aluno que a McGill e a Concordia, logo, é gigantenorme.
Curiosidade: A Helena (que tem um blogzito também) tá nela, haha! Na minha opinião, tem um lema meio estranho...
Comentário: UdeM. Francófona. Tem mais aluno que a McGill e a Concordia, logo, é gigantenorme.
Curiosidade: A Helena (que tem um blogzito também) tá nela, haha! Na minha opinião, tem um lema meio estranho...
Nome: Université du Québec à Montréal
Lema: Prenez Position ~ Take your Place
Fundada em: 9 de Abril de 1969 pelo governo de Quebec, pela fusão de École des Beaux-Arts de Montréal, uma escola de artes; o Collège Sainte-Marie e um número de escolas menores.
Cores: Azul e branco
Nome do Time: Citadins
Cores: Azul e branco
Nome do Time: Citadins
Comentário: UQÀM. Francófona. Tem mais aluno que a McGill e menos que a Concordia. Segunda maior francófona de Montréal (perde pra UdeM). Não
Curiosidade: Para constar, já passei perto do prédio enquanto eu estava perdido por Montréal. :)
Curiosidade: Para constar, já passei perto do prédio enquanto eu estava perdido por Montréal. :)
Nome: École de Technologia Supérieure
Lema: -x-
Fundada em: 1974
Cores: Preto e Bordô
Nome do Time: Piranhas
Cores: Preto e Bordô
Nome do Time: Piranhas
Comentário: A escola de engenharia de Montréal focada para aplicação prática e inovação. No último ano, formou 25% dos engenheiros do Québec, sendo, portando, a primeira em Québec nesse quesito e quarta no Canadá. A mais nova de todas, pelo visto.
Curiosidade: Sem curiosidades aqui. :D
Enfim, fica aí pela curiosidade. :)
Curiosidade: Sem curiosidades aqui. :D
Enfim, fica aí pela curiosidade. :)
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Veni, vidi, vici
Hoje, dia 19 de novembro, é o dia do resultado oficial do intercâmbio! Claro que, no fim, é apenas mais uma etapa burocrática de todo o processo (considerando que eu já recebi a carta de aceite e também a carta que eu teria apoio financeiro do governo para sobreviver no Canadá), mas esse é o primeiro dia que eu me permito postar alguma coisa relacionada ao intercâmbio (principalmente para evitar qualquer tipo de surpresa desagradável). Hoje é dia de comemorar! Então eu decidi contar toda a história do intercâmbio de um modo simples e... usando memes!
No começo todo o meu plano era tentar para o segundo semestre de 2013: a UFRJ tava em greve e eu vi ali uma oportunidade de estudar que nem um louco para o TOEFL. Voltei a estudar inglês, entrei no curso só pra ter acesso ao livro e aos CDs de áudio (eu sabia que se eu fosse fazer isso em casa, sozinho, não ia ser muito produtivo) e aproveitei o "tempo de folga" para estudar, estudar e... estudar.
Ao mesmo tempo, comecei a assistir palestras no fundão sobre o intercâmbio, mas...
Então, após assistir duas palestras com as pessoas perguntando as mesmas coisas e sem informações novas, decidi que era a hora de focar o tempo em outra coisa. Pessoal parece que não tinha metade do cérebro e tinha o comportamento de "mamãe resolverá tudo para mim".
Aí começou a sequência de eventos divertida: Quando fui marcar a prova do TOEFL, falei com o meu pai e tal, vi uma data (perfeita, em novembro) mas fui deixar rolar para me "inscrever na semana seguinte". E vocês acham que na semana seguinte a mesma data estava ali? Claro que não... E sabe por que? Porque sou sortudo.
Ativando o meu "modo slowpoke obsessivo", eu fiquei um pouco maluco por não ter data. Comecei a entrar todos os dias no sistema para ver se alguma data aparecia. E apareceu! 21 de Setembro, cinco dias antes do meu aniversário. Presentão, né?
O melhor presente, porém, foi o fato que agora, se eu tivesse sorte, eu poderia me inscrever para o primeiro semestre de 2013, ao invés do segundo! Ora, se fosse pra ter aula em Janeiro, que fosse no Canadá, então! Que se dane perder um semestre na faculdade, ninguém se forma em 5 anos mesmo!
Acelerando um pouco a história, eu tive um problema com prazos... O meu resultado do TOEFL sairia um dia depois do prazo máximo de inscrição na UFRJ. Eu poderia "rodar" logo no começo do processo, mas...
E não apenas isso! O resultado veio melhor do que o esperado! 111 de 120! Claro que isso gera um problema, "problema" que eu carinhosamente chamo de "Problema de Primeiro Mundo das Pessoas do TOEFL 100+":
É claro que essa era uma preocupação, por mais absurda que ela possa aparecer! Toronto, Vancouver ou Montreal? Onde eu me divertiria no próximo ano? O que eu queria aproveitar lá fora? Quais os prós e contras de cada uma? Faria real diferença estudar Engenharia Elétrica em cada uma delas? Quais eram as minhas prioridades?
Pensar, pensar e pensar e, no fim, escolhi a McGill! Pretendo fazer um post sobre ela depois, apresentando os meus "argumentos" (e algumas curiosidades sobre a faculdade!).
Com a "Ordem do Destino" decidido (McGill [Montreal], University of Toronto [Toronto] e British Columbia [Vancouver]) eu deixei que o destino rolasse os dados a partir dali. Sim, minha "ordem de preferência" foram as três maiores do Canadá. Quem quer voar alto não pode sonhar baixo! Se fosse para apostar, que fosse um "all in" com estilo. Eu não tinha nada a perder, mesmo...
Após a inscrição oficial, no órgão canadense de intercâmbio (CBIE) o objetivo agora...
O tempo pareceu passar devagar, mas foi só uma questão de tempo mesmo! Logo logo a carta chegou e eu estava "semi-aceito". Depois, veio a "carta do dinheiro" (comprovante do financiamento e da bolsa) e então praticamente tudo estava decidido! Só faltava o dia 19 de Novembro...
EU VOU PARA O CANADÁ!
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