Mostrando postagens com marcador Intercâmbio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intercâmbio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de maio de 2014

XXI - O Mundo [O Fim do Intercâmbio]



O Mundo representa o fim da jornada do Tolo. No Tarot tem o sentido de "completude", de "sucesso". Eu prefiro ver essa cartinha de um modo diferente, talvez distorcendo um pouco o significado dela. O mundo representa o "balanço final". Um timing apropriado, considerando o fim do processo de intercâmbio e a volta para casa. O momento em que uma jornada termina para que, obviamente, outra possa começar de volta. Quando os erros deixam de ser importantes e se transformam - na teoria - em lições e que as boas memórias ficam guardadas em algum lugar. A hora de analisar e compreender os erros e acertos, pegar as últimas lições e aprender um pouco mais.

O Tolo tem que passar por diversos obstáculos para chegar nesse ponto, pois não existe lição aprendida sem sacrifício, já que a fim de obter algo novo, deve-se pagar por algo de mesmo valor. O que importa no fim não é onde, você chega, mas o caminho que você precisou para chegar até lá. Se cada um de nós possui limitações derivadas da nossa genética, do nosso ambiente ou simplesmente das nossas mentes, é o nosso dever nos aproximar o máximo que conseguirmos disso. Se limites são bobagens - e essa visão de 'sem limites e vou até onde conseguir' pode mesmo ser tentadora - então o objetivo é não ficar parado e ir o mais longe que conseguir.

Então, após os 12 meses de intercâmbio, o retorno para casa é algo iminente. Em algum momento, você vai sentir saudades, mas, como alguém que sabe que a jornada deve continuar, a coisa mais importante que você pode fazer para si mesmo é evitar olhar - muito - para trás e focar no aqui e agora. Afinal, se for parar pra pensar, o tempo que se passa do lado de "fora" da sua realidade pode ser considerado uma "ilusão" - entretanto, sem dúvida alguma, os laços formados nesse tempo, se verdadeiros, não serão ilusão alguma. 

E então você retorna. E acho que é impossível não ter aquela sensação de "será que eu aproveitei o suficiente?" e "será que eu fiz tudo o que eu podia?". Você pensa os dias que deixou de viajar ou que talvez podia ter puxado aquela matéria a mais e reflete e pensa e gasta algum tempo nesse saudosismo. 

Mas o fim é isso: deixar-se flutuar por um saudosismo, sabendo que aquela jornada teve o seu fim. Porém, não flutuar para sempre, mas cada vez menos, até abrir os olhos de vez.

E então você fecha a porta, deixando as últimas memórias se assentarem na sua cabeça. Você lembra do rosto de algumas pessoas e dos muitos eventos. Você lembra das viagens, elege as suas melhores e se preocupa em como vai contá-las para aqueles a sua volta. 

Não, você sabe que não vai seguir aquele caminho mais. E isso é capaz de lhe trazer paz. O Tolo enfrentou obstáculos, se feriu, se superou e no fim saiu de cabeça erguida. Ou pelo menos com um sorriso no rosto.

Porque, assim como o anjinho que flutua na imagem, você pode se sentir completo após sua jornada e se sentir satisfeito.

E renovado para a nova jornada que está na sua frente.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Porque viajar não torna você melhor que ninguém.



Esse post é para quem adota o comportamento "High and Mighty" (também conhecido como "Holier than Thou") após a sua "viagem", não importando sua duração e lugar, simplesmente por ter viajado.

Dizem que a gente só sabe o valor de uma coisa em comparação com a outra. Dizem que sua percepção se baseia em referências. Lembre-se disso, querido leitor: referências. Referências são sua base, suas experiências passadas definem isso. O que você leu, escutou, entendeu, aprendeu, tudo isso conta para que você tenha referências e desenvolva o seu gosto.

Então, o que isso tem a ver com viajar?

A visão de "viajar" (e posso dizer com certeza de "sair em intercâmbio") consiste em uma espécie mística de "jornada de crescimento", onde você vai lidar com outras culturas, conhecer novos lugares, aprender sobre história, arte, pessoas e, se você tiver sorte, aprender sobre si mesmo. Vai ser o momento de enfrentar desafios, lidar com outro clima, com o desconhecido e todas essas coisas que puxam você para fora da sua respectiva zona de conforto. Parece que simplesmente viajar vai fazer você ir de um modo e voltar de um modo completamente diferente. Entretanto, querido leitor, vamos grifar o óbvio: Essa impressão está completamente errada. A verdade é mais cruel do que simples sonhos dourados.

Leia o título. Leu? Conseguiu ter alguma ideia de que caminho vamos seguir?

Aqui vai uma verdade: Não, você não se tornou "melhor". Pelo contrário, há boas chances de você ter se tornado alguém "pior". Você pode ter ido a monumentos históricos, você pode ter conhecido infinitas pessoas de infinitas origens, entretanto, se você não decidiu jogar velhos hábitos fora por causa disso e adotar novos, se você não decidiu se renovar, se você não decidiu ser mais maduro, se você não decidiu observar, aprender e comparar, você não vai ter crescido. Vai ter sido o mesmo de ter ficado em casa, assistindo televisão e indo todo dia no mesmo barzinho.

 A pergunta é: No fim, o que você vai levar da sua jornada? Os momentos serão apenas brisas frescas que atingiram o seu rosto no passado ou tijolos que efetivamente construíram alguma coisa? As bagagens serão apenas roupas e eletrônicos ou ela conterá algum conhecimento novo? Você foi capaz de fazer os positivos da cultura alheia de influenciar? Você foi capaz de realmente fazer amigos ou apenas conheceu as pessoas?

Você não se torna melhor simplesmente porque você viajou. Você não se torna melhor porque você acumulou fotos em praias, porque você jogou em cassinos, porque você foi em atrações turísticas. Você se torna melhor pelo modo que você deixou isso tudo te influenciar! Você se torna melhor pelos laços formados, pelo obstáculos superados (ou não), pelos sacrifícios e pelas escolhas. A questão não é de causa então efeito. É, se você permitir, causa e (talvez) efeito.

Você não deve seguir uma lista pré-determinada de "30 coisas para fazer antes dos 30" e nem "40 lugares para visitar antes do 40". Nada disso define quem você é (no máximo define quem escreveu ou define que você é facilmente influenciável), nada disso é tão pessoal quanto o que você quiser fazer de "diferente" e "novo". Isso é tão ridículo quanto fazer alguma coisa porque "todos fazem". Ou quanto é viajar para os mesmos lugares que todos viajam e fazer o que todos os outros fazem...

Não existem fórmulas mágicas mas, para nossa sorte, existe uma coisa chamada "vontade". 

segunda-feira, 25 de março de 2013

O dia em que se muda de opinião





Eu andei reparando algumas coisas no último tempo. Poderia contar tudo como uma pequena historinha, mas acho que vou descrever tudo o que eu tenho pensado. Assim talvez seja mais simples. É engraçado quantas vezes colocamos frases no estilo "Eu nunca [...]" em nossas cabeças. Eu andei reparando que isso é basicamente um convite para o Destino responder um "É mesmo? Interessante!" e fazer uma pequena "avacalhação" com os seus planos. Não uma avacalhação propriamente dita. Só uma brincadeira, para ensinar a nunca se limitar, para mostrar que as possibilidades estão aí e que o que tu fala pode significar muito pouco.

Um exemplo? Talvez você consiga pensar em algo que aconteceu na sua própria vida que você mesmo tenha falado que nunca faria. Ora, a parte mais difícil é admitir que você tenha soltado um "Eu nunca" e ele se realizou.

Eu mesmo posso falar que tive a minha própria experiência de "Eu nunca". Preferências mudam, o pensamento das pessoas mudam. Essa é a verdade. O problema é que podemos ferir pessoas que gostamos muito sem querer fazê-lo, porque pensávamos coisas diferentes no passado. De todo o modo, acho que o post de hoje é para falar o quanto queimamos a língua falando besteira, o quanto ferimos as pessoas dizendo uma coisa que não é mais verdade e o quanto as outras pessoas também mentem para si mesmas sobre certas coisas.

E sabe o que podemos fazer no fim para mudar isso? Acho que não muita coisa. Claro, você pode pedir desculpa. Mas qual a diferença entre uma desculpa e uma ação? Você pode mudar o seu comportamento, mas como provar que essa é a nova verdade? Tempo? E se você não tiver tanto tempo assim? O tique taque não para e alguém pode não querer esperar o tempo que pode ser esperado. Momento, dinamismo...

"Nunca" é uma palavra que eu quero abolir do meu vocabulário. Eu pensei que nunca faria intercâmbio e agora cá estou eu. Eu pensei que não conseguiria chegar numa univerisdade top no intercâmbio e... Eu pensei que não namoraria em intercâmbio e... bang, cá estou eu. As coisas acontecem na nossa vida e na maioria vezes temos controle nenhum sobre elas. No máximo temos a ilusão de ter controle. Acho que seguir o fluxo é a escolha natural... Aceitar o que for "jogado" na gente.

Sou um pouco contra apenas seguir o fluxo. Acho que podemos fazer mínimos desvios, lutar, perseverar. Acho que os pequenos desvios se acumulam e podem virar algo diferente, um rumo completamente novo. Pode ser ingênuo, pode ser bobinho... Mas eu não perderia uma oportunidade de tentar mudar o fluxo, mesmo que fosse uma ilusão, pelo o que eu acredito.

Acho que como a imagem diz, é preciso de mais coragem para mudar uma opinião do que mantê-la. Mesmo que o "NOW" possa vir um pouco atrasado por causa do "TOMOR" acho que nunca é tarde.

Enquanto isso, o destino vai rir um pouco de nós, assim como ele ri de todos. E teremos que aprender a não dizer nunca nunca mais.

sexta-feira, 8 de março de 2013

O dia em que eu fui esquiar.


O dia não havia começado muito bem. O ônibus atrasou, a fila pra pegar os esquis estava gigante (tive que esperar duas horas sentado fazendo nada) e, além disso, a aula que eu tinha pago para ter eu não teria. Logo, lá estava eu com meus esquis sem ter a mínima ideia do que fazer. PS: Estava ventando e nevando. Não a neve bonitinha, mas a neve que cai em você e gruda. PS2: Eu não tinha levado cachecol e nem tinha óculos de proteção. Mas isso não significou de modo algum que o dia seria ruim, pelo contrário.

Tudo bem que eu não tinha a mínima ideia de como esquiar, de como sequer seriam os movimentos necessários para acelerar ou frear. Mas por sorte tinha essa amiga que mostrou o basicão, falou como fazer curvas e me levou logo para a pista lá em cima (level easy, por favor) para começar a descer de uma vez. Isso mesmo, nada de pista de bebês. Whoa. Senti frio na barriga quando o teleférico não parava de subir.

(http://www.facebook.com/photo.php?v=444221742322967&set=vb.100002054350387&type=3&theater)

Não foi muito simples no começo... eu inclusive fui muito para um lado e bati na cordinha limite e afundei em um "condensado de neve fofa", mas isso foi só nos trinta primeiros segundos de esqui. Depois foi treinar freadas. Repetir, repetir, repetir. No fundo o segredo é sempre esse. Lentamente fui descendo todo o percurso.

Aqui fica uma observação: esquis pegam velocidade MUITO rápido. Chegava a ser bizarro. Uma hora parado, na outra pegando velocidade absurdamente rápido. Do tipo "cara, se eu não parar agora e pegar mais velocidade, naquela curva ali eu vou morrer!". É divertido, dá aquele friozinho na barriga! A solução para isso é bem simples: cair de bunda. Sim. Se arrastar na neve. A parte boa é que como tu tá totalmente coberto, tu recebe mesmo a pancada no impacto e não por ficar se arrastando (vulgo: você não vai 'ralar' nada). Logo, aprendendo a cair "direito", você nem se machuca.

Após a primeira descida da "montanha", eu já estava com algum jeito. Virar para um lado, para o outro, frear e etc. É bem legal quando você começa a pegar o controle das coisas, para poder aumentar a velocidade. E você sente aquela neve gelada batendo no seu rosto, enquanto o vento também batendo em seu rosto. 

Não é uma simples sensação de estar descendo uma montanha rápido. Você está muito rápido, vendo a paisagem mudando a sua volta. Seu corpo está quente e você nem percebe mais se sua mão está congelando ou não. Seus olhos estão atentos, mesmo com a neve batendo em seu rosto. A adrenalina toma conta do seu corpo. Você está animado, entusiasmado, sentindo aquela ânsia de arriscar, mas controlando tudo com precisão. Cada movimento é calculado, cada curva, cada pequena mudança de velocidade. E naquele momento você esquece qualquer problema que você podia carregar e consegue se concentrar apenas naquilo. Sua mente fica vazia, enquanto você sente o seu corpo deslizar por sobre a neve.

Talvez seja por isso que eu achei esquiar tão legal. :)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O dia do meu primeiro midterm


Essa imagem descreve muito bem como eu me sinto quando vou fazer uma prova que vale algum bocado % da minha nota. É guerra. Matar ou morrer. Normalmente a diferença é que na Eletrônica você é o cara que encara esse daí. Sem armadura e sem escudo, para tornar as coisas mais interessantes.

Hoje foi o dia que eu fiz o meu primeiro midterm. Probability and Random Signals. Quem já encarou o querido WL (reconheça a sábia troca de siglas) em Sistemas Lineares I e II e no começo do seu "Modelos Probabilísticos" viu como "monstro" uma criaturinha que pode ser tranquilamente controlada.

O professor seguia a regra do "bom-senso" (o que é uma qualidade um tanto quanto rara nos professores) e cobrou algo bem "receita de bolo". Adoro receita de bolo, ainda mais quando o sabor é mamata. Dar prova antiga também é um belo caminho das pedras. No fim, acho que foi o fato que eu fui pras aulas e estudei essa bagaça.

O meu ponto de postar isso aqui é pra eu me lembrar no futuro que o que podia parecer difícil e complicado é na verdade superado com treino, esforço e dedicação. Não importa o obstáculo, no fim. Treine, treine, treine e um dia você vai conseguir o resultado merecido. Isso mesmo, merecido. Não necessariamente é o que você mais queria... mas bem-vindo à vida, onde você (quase) nunca ganha o que você achava que merecia. E se você não gostar do que mereceu, continue tentando até ter o que você acha que merece.

É como um post que eu li num 9gag no dia, falando que a vida é uma máquina de biscoitos. Mas, ao invés de soltar biscoitos, ela solta meleca (para não descer o nível do blog) em você. Direto. Você só pode apertar um botão e sai meleca. Mas algumas vezes, algumas vezes, sai um biscoito! Então aproveita o biscoito e, quando sair meleca, aperta o botão mais rápido!

Apenas para finalizar: Como eu acho que fui bem e tiro um 8, eu vou é provavelmente tirar um 6. Ou quem sabe eu ganho um biscoito dessa vez!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

VI - Os Amantes


Os Amantes. Número 6. Não, não estamos falando se o cupido atingiu o seu coraçãozinho com uma flecha poética e nobre. Poderíamos até falar disso, poderíamos falar sobre o quanto o amor é sublime e essas outras coisas. Mas eu não quero ficar fazendo post de "menininha", por enquanto, então vamos pra outro aspecto da carta.

Escolhas. Decisões. Caminhos.

Normalmente, é uma dualidade. Um caminho que não tem mais volta. O ponto de não retorno. Esquerda ou Direita? Cima ou Baixo? Não é tanto simples quanto parece. A vida nos joga não apenas escolhas duais, mas mil possibilidades. Quer uma legal? O que tu vai fazer no vestibular? Mil coisas, um caminho. Você pode mudar depois? Claro que pode. Mas prepare-se para as consequências.

Entretanto, não pense que você pode sempre mudar. Na realidade, você pode. Porém, as consequências aumentam a medida que você progride. Quer nadar contra a corrente? Seja mais forte que ela.

Voltando ao tópico: escolhas. Intercâmbio me obrigou a fazer escolhas. Outras, nem tanto. Após alguns fatos jogados na minha fuça, lá fui eu ter que tomar decisões. Caminhos que gerariam consequências. O que eu queria? O que eu procurava? Dúvidas, dúvidas, dúvidas. Mas as respostas acabam chegando com o tempo.

E é aquela velha história... Quando tu sabe as respostas, a vida vem e muda as perguntas. Ou talvez seja apenas drama excessivo. Voltando ao assunto...

Escolhas. Caminhos. Eu, pessoalmente, acho chato essa coisa de matar possibilidades por suas escolhas. Mas a vida é assim, acostume-se... você não pode mudar certas escolhas como quem troca de roupa...

Damn it, estou me enrolando. Vou pra historinha.

Lá estava eu procurando uma pesquisa. Summer Placement. Internship. Whatever. Preciso achar algo pro CNPq não ficar bravo comigo, essa é a verdade. Opções existiam, aos montes. Qual escolher? Se alguém me perguntar o que eu quero, a minha resposta é simples: Sei lá o que eu quero! Eu ainda estudei nada, sei nada, como posso saber o que eu quero? Mas eu tive que escolher. Pensar. Avaliar possibilidades. Mudei a pergunta: O que eu vou aprender, fazendo esse trabalho? Ficou mais fácil, simples, direto. Quero aprender, quero crescer... essa foi a minha escolha. É o que eu acho mais importante, no fim. Nesse momento, estou para mais aprender do que qualquer coisa. Especializar e focar podem ser coisas boas... mas talvez não nesse momento. Aproveito o meu momento de Tolo Aprendiz, antes de tudo.

Dilema. Essa carta mostra que, não importa a sua escolha, as consequências vão se propagar. A decisão não pode ser leviana. Não é como decidir o casaco que tu vai usar quando está zero grau (e você pode usar praticamente qualquer um). É decidir qual deles você vai usar com -30 ventando (e pelo amor de deus use um windproof ou tu vai morrer!) pelos próximos invernos sem poder efetivamente testá-lo. Soa complicado? Sempre é.

Entretanto, uma coisa eu começo a entender... você não pode demorar muito para escolher. Oportunidades somem. E talvez seja melhor uma escolha "errada" do que escolha nenhuma...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Conhecendo um pouco de cada um

Querido leitor,

Conhecimento é poder e Informação é conhecimento. Agora que eu estou em Montréal, fiquei interessado em conhecer CADA UMA das universidades que aqui existem. As irmãs da McGill, ou rivais, não importa. Cada uma deve ter a sua própria história e suas próprias características e, como eu não sou bairrista (leia: fanboy extremista da McGill [porque fanboy eu sou sim senhor e vou comprar caneca de metal da McGill pra ir pra chopada no fundão]). Até porque, eu não sou um aluno da McGill, minha passagem por aqui é temporária. Não carrego a bandeira ou o escudo, sou aluno do fundão (vulga UFRJ) e minhas cores não são escarlate e branco, mas sim o azul. Ou posso ser 4/5 azul e 1/5 escalarte e branco... mas tudo tem a sua devida proporção.

Então, vamos ao post, de fato! Sente-se, jovem e aprenda um pouco sobre cada uma! Cada uma é legal da sua própria maneira!




Nome: McGill University
Lema: Grandescunt Aucta Labore ~ By work, all things increase and grow
Fundada em: 1821
Cores: Escarlate e Branco
Nome do Time: Redmen (homens) e Martlets (mulheres)
Comentário: A minha querida McGill! "Minha" universidade por um ano! O escudo cheio de informação que eu conheço, com o triplo-twitter-vermelho, o livrinho e as duas coroas. Renome, Glória, Prestígio... Isso tudo parece ser o que a McGill representa aqui. Harvard do Canadá, né...
Curiosidade: Estabeleceu a University of British Columbia, a University of Victoria entre outros!

Coat of arms of Concordia University



Nome: Concordia University
Lema: Concordia salus ~ Well-being through harmony
Fundada em: 1974 (junção entre Loyola College (1896) e Sir George Williams University(1926) ).
Cores: Bordô, Dourado, Preto e Branco
Nome do Time: Stingers
Comentário: Concordia! A maior de todas em número de alunos. Coração de mãe. Uma estação de metrô e um bairro com o seu nome. Eu acho essa outra universidade legal. Pelo menos é a que parece ser mais animada, já tem que mil intercambistas indo para lá. Diz a lenda que suas aulas de inglês tem infinitos chineses.
Curiosidade: Concordia é a palavra em latim para "harmony," literalmente "with (one) heart."



Nome: Université de Montréal
Lema: Fide splendet et scientia ~ It shines by faith and knowledge
Fundada em: 1878 como Université Laval à Montréal
Cores: Azul real, Preto e Branco
Nome do Time: Carabins
Comentário: UdeM. Francófona. Tem mais aluno que a McGill e a Concordia, logo, é gigantenorme.
Curiosidade: A Helena (que tem um blogzito também) tá nela, haha! Na minha opinião, tem um lema meio estranho...




Université du Québec à Montréal Logo.svg
Nome: Université du Québec à Montréal
Lema: Prenez Position ~ Take your Place
Fundada em: 9 de Abril de 1969 pelo governo de Quebec, pela fusão de École des Beaux-Arts de Montréal, uma escola de artes; o Collège Sainte-Marie e um número de escolas menores.
Cores: Azul e branco
Nome do Time: Citadins
Comentário: UQÀM. Francófona. Tem mais aluno que a McGill e menos que a Concordia. Segunda maior francófona de Montréal (perde pra UdeM). Não
Curiosidade: Para constar, já passei perto do prédio enquanto eu estava perdido por Montréal. :)


Logo ETS.png
Nome: École de Technologia Supérieure
Lema: -x-
Fundada em: 1974
Cores: Preto e Bordô
Nome do Time: Piranhas
Comentário: A escola de engenharia de Montréal focada para aplicação prática e inovação. No último ano, formou 25% dos engenheiros do Québec, sendo, portando, a primeira em Québec nesse quesito e quarta no Canadá. A mais nova de todas, pelo visto.
Curiosidade: Sem curiosidades aqui. :D


Enfim, fica aí pela curiosidade. :)










segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Veni, vidi, vici


Hoje, dia 19 de novembro, é o dia do resultado oficial do intercâmbio! Claro que, no fim, é apenas mais uma etapa burocrática de todo o processo (considerando que eu já recebi a carta de aceite e também a carta que eu teria apoio financeiro do governo para sobreviver no Canadá), mas esse é o primeiro dia que eu me permito postar alguma coisa relacionada ao intercâmbio (principalmente para evitar qualquer tipo de surpresa desagradável). Hoje é dia de comemorar! Então eu decidi contar toda a história do intercâmbio de um modo simples e... usando memes!

No começo todo o meu plano era tentar para o segundo semestre de 2013: a UFRJ tava em greve e eu vi ali uma oportunidade de estudar que nem um louco para o TOEFL. Voltei a estudar inglês, entrei no curso só pra ter acesso ao livro e aos CDs de áudio (eu sabia que se eu fosse fazer isso em casa, sozinho, não ia ser muito produtivo) e aproveitei o "tempo de folga" para estudar, estudar e... estudar.

Ao mesmo tempo, comecei a assistir palestras no fundão sobre o intercâmbio, mas...

Rent Is Too Damn High - the number of stupid questions is too damn high

Então, após assistir duas palestras com as pessoas perguntando as mesmas coisas e sem informações novas, decidi que era a hora de focar o tempo em outra coisa. Pessoal parece que não tinha metade do cérebro e tinha o comportamento de "mamãe resolverá tudo para mim".

Aí começou a sequência de eventos divertida: Quando fui marcar a prova do TOEFL, falei com o meu pai e tal, vi uma data (perfeita, em novembro) mas fui deixar rolar para me "inscrever na semana seguinte". E vocês acham que na semana seguinte a mesma data estava ali? Claro que não... E sabe por que? Porque sou sortudo.

Slowpoke - sem datas do toefl disponíveis... e agora?

Ativando o meu "modo slowpoke obsessivo", eu fiquei um pouco maluco por não ter data. Comecei a entrar todos os dias no sistema para ver se alguma data aparecia. E apareceu! 21 de Setembro, cinco dias antes do meu aniversário. Presentão, né?

O melhor presente, porém, foi o fato que agora, se eu tivesse sorte, eu poderia me inscrever para o primeiro semestre de 2013, ao invés do segundo! Ora, se fosse pra ter aula em Janeiro, que fosse no Canadá, então! Que se dane perder um semestre na faculdade, ninguém se forma em 5 anos mesmo!

Acelerando um pouco a história, eu tive um problema com prazos... O meu resultado do TOEFL sairia um dia depois do prazo máximo de inscrição na UFRJ. Eu poderia "rodar" logo no começo do processo, mas...

Success Kid - faz o toefl no último dia possível resultado sai antes do que deveria!

E não apenas isso! O resultado veio melhor do que o esperado! 111 de 120! Claro que isso gera um problema, "problema" que eu carinhosamente chamo de "Problema de Primeiro Mundo das Pessoas do TOEFL 100+":

Enviado pelo nosso amigo Leonardo Backer Mendes.

É claro que essa era uma preocupação, por mais absurda que ela possa aparecer! Toronto, Vancouver ou Montreal? Onde eu me divertiria no próximo ano? O que eu queria aproveitar lá fora? Quais os prós e contras de cada uma? Faria real diferença estudar Engenharia Elétrica em cada uma delas? Quais eram as minhas prioridades?

Pensar, pensar e pensar e, no fim, escolhi a McGill! Pretendo fazer um post sobre ela depois, apresentando os meus "argumentos" (e algumas curiosidades sobre a faculdade!).

Com a "Ordem do Destino" decidido (McGill [Montreal], University of Toronto [Toronto] e British Columbia [Vancouver]) eu deixei que o destino rolasse os dados a partir dali. Sim, minha "ordem de preferência" foram as três maiores do Canadá. Quem quer voar alto não pode sonhar baixo! Se fosse para apostar, que fosse um "all in" com estilo. Eu não tinha nada a perder, mesmo...

Após a inscrição oficial, no órgão canadense de intercâmbio (CBIE) o objetivo agora...

Enviado pelo nosso amigo Leonardo Backer Mendes.

O tempo pareceu passar devagar, mas foi só uma questão de tempo mesmo! Logo logo a carta chegou e eu estava "semi-aceito". Depois, veio a "carta do dinheiro" (comprovante do financiamento e da bolsa) e então praticamente tudo estava decidido! Só faltava o dia 19 de Novembro...

E o dia chegou...

Então...





EU VOU PARA O CANADÁ!