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domingo, 16 de dezembro de 2012

The Color Run!


Qual a graça de correr uma corrida de 5 km levando tinta no corpo a cada alguns quilômetros? Eu respondo: Vá correr a The Color Run e depois me responda!

Quando a próxima corrida no Rio de Janeiro deve ser só em 2013, então eu dou uma palhinha da minha experiência de hoje! Corri ao lado de outro amigo meu. Como ele não havia treinado nada para os 5 km e a intenção não é correr que nem um louco para chegar rápido lá na frente, decidimos correr no mesmo ritmo. Eu vinha de uma gripe na semana, estava ainda meio mal, mas consegui aguentar o ritmo sem problema algum. Uma coisa que eu me toquei é que eu estava bem melhor do que eu imaginava estar. Consegui correr os 5 km falando com o meu amigo o tempo todo, sem calar a boca um instante e fazendo piada. Foi engraçado.

Então, sobre a Color Run: Existem 4 "postos" de cores, onde os voluntários ficam jogando a "tinta" - na verdade mais um pó - que fixa no seu corpo. Amarelo, Laranja, Azul e Rosa foram a ordem das cores na minha corrida. O grande barato é a festa que fica perto das cores. A nuvem de fumaça daquela cor sobe e você passa do lado dos voluntários, recebendo a tinta no corpo. Subiram até em passarelas para jogar essa tinta no grupo, enquanto continuava a corrida. No começo você está com uma única cor mas, depois, vai misturando tudo. O grande objetivo é NÃO terminar branco! Se tiver alguma parte em branco em você, YOU LOSE!

Os 5 km são tranquilos. É aquela festa, tu vai no seu ritmo, se divertindo e se sujando de cor. Nas estações de cor você provavelmente enxergará nada, então feche bem a boca pra não engolir tinta e, quando você entrar numa nuvem de tinta, tenta segurar um pouco a respiração. De resto, aproveita, grita e seja sujo de tinta! Veja as cores se misturarem e se divirta!

No fim, você recebe um pacote com alguma cor, para você gastar em você e nos seus amigos e, além disso, tem uma festa, um palcozinho montado e música tocando. Então, dá para se divertir um pouco mais e, se você tiver sorte, ganhar uma camisa de brinde que é arremessada para galera.



Recomendo e é um fato que eu correrei em Montreal. Será em Agosto, na pista de F1! =D

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Por que eu gosto de ler? Parte I

Alerta: esse post contém palavrões que podem ter sido ou não censurados.

Posso dizer que eu estava "seco" para escrever um post sobre livros e não tenho ideia porque eu demorei tanto tempo para fazê-lo! Talvez fossem outros assuntos que surgissem no momento, fazendo com que minha "criatividade" ficasse um bloqueio. Mas então a oportunidade vem e agora eu estou motivado para escrever sobre livros que eu li. Tenho em mente um ótimo livro para começar.

WINTER IS COMING

PORCARIA NENHUMA!


Quero falar sobre um livro que pode até ser "alguma coisa parecido" com o famoso "Game of Thrones", mas que tem um "foco" completamente diferente. "As Crônicas de Arthur" (The Warlord Chronicles, em inglês) é uma trilogia que fala sobre o Rei Arthur? Pare clichê? Provavelmente é, mas logo logo mostrarei com o livro quebra esse clichê.

A trilogia é formada por "O Rei do Inverno", "Inimigo de Deus" e, como não podia deixar barato na Lenda de Arthur... "Excalibur".

Então, vamos começar com os motivos de eu gostar desse livro. 

Eu sempre fui um pouco preconceituoso com a Lenda do Rei Arthur. Okay, okay, o cara podia ser legal, tirava a espadinha da pedra, o Merlin soltava uns hadoukens de vez em quando e tudo era belo e tal. Qual a graça disso? Já vi várias histórias como essas. Lancelot, claro, era um cavaleiro muito belo, galanteador e a Morgana uma linda mulher, de longos cabelos negros, fria e calculista, encantando todos com a sua beleza e inteligência...

CHA-TO! Acho que dessa "versão clichê" que eu mais odeio é a Morgana. Put* que me pariu de personagem feminino "frio e calculista", "sem coração" e "manipuladora". "Femme Fatale" me parece ser um arquétipo tão tosco, mas tão tosco, que deveria ser banido. Sabe o que eu acho mais tosco nesse arquétipo? É que a mulher fica O LIVRO INTEIRO torrando a porcaria do saco, lá com a sua "frieza e fodeza inabaláveis" para o quê? Para, no fim, se apaixonar pelo herói, mostrar que é doce, carinhosa, meiga e frágil. MORRA, SUA TOSCA. CONTINUE SENDO FRIA E 'FODA', AO INVÉS DE DESABAR. 

Depois desse desabafo, quero chegar no meu ponto: O livro acaba com esses clichês. Arthur sim, é um líder carismático, um excelente guerreiro, mas acabamos não conhecendo muito da personalidade dele. Toda a história gira em torno de "Derfel", um dos guerreiros de Arthur. O Merlin é descrito como um "mago" maluco, que já levou as "três feridas para alcançar a sabedoria". Ninguém acredita nele, ele não tem mais poderes... ele é praticamente um druida lutando com a sua fé contra inimigos que ele não pode vencer. Lancelot? Lancelot sim é um belo guerreiro, com seus longos cabelos e seu sorriso maroto... e é um tremendo filho da put*. Covarde, manipulador, não perde uma oportunidade para ferrar os outros. Morgana, minha querida Morgana? Metade do corpo queimado, maluca, mas tudo de maluca ela tem de inteligente e de malandra. Afinal, uma f*dida no mundo como ela é precisa saber como sobreviver!

Derfel, porém, é um show a parte. O cara é um bruto. O cara toma porrada a vida inteira, todos os livros e, aquilo vai se acumulando nele. O cara vai lutando as batalhas, mesmo as batalhas que o Arthur não está e ajudando o Merlin a fazer suas "coisas". Ele passa de um "matei um cara" até um "eu vou arrancar os seus olhos, pegá-los e enfiar no seu rabo. Depois vou fazer xixi em cima de você e queimar o seu corpo". Um amor de pessoa. O cara simplesmente vai passando a espada em todos os desgraçados que cuspiram e pisaram nele... e quem lê, claro, se amarra nisso!

Outro fator é o fator que eu chamo de "isso vai dar merd*!". Tudo parece estar bonito, tudo parece estar calmo... então acontece a coisa X, gerando um problema. Então, beleza, o evento Y ocorre e tudo parece que vai ficar na boa, problema anulado... NÃO! O Y é interrompido pelo Z e quando você percebe... ISSO VAI DAR MERD*! SEMPRE quando tudo parece que vai ficar bem, alguma coisa ABSURDA acontece e joga TUDO pro alto. E é sempre de um modo imprevisível, de um lado que você imaginava ser o mais improvável de acontecer um problema. Então você é sugado pelo livro, com o seu ritmo ágil e envolvente e, quando percebe, não consegue mais parar de ler! Bom demais!

Mais um fator: PORRADARIA. Não é aquela coisa de "a batalha aconteceu". É aquela coisa de "PAREDE DE ESCUUUUUUDOS!" e "Sentia o hálito bêbado do meu inimigo se aproximando de mim, quando eu saquei a minha espada e, com um giro, atingi a barriga dele, fazendo com que suas tripas caíssem e sujassem o chão de marrom e vermelho". Não é algo esteticamente bonito, mas é fantástico ver as descrições das batalhas e as confusões absurdas que elas provavelmente seriam e se sentir em uma "parede de escudos". Tem os diálogos legais? Tem! Tem a trama bem bolada? Sim! Mas também tem porradaria alucinante! Sangue e pedaços de corpos para todos os lados! Além disso, a parada é "realista". Os personagens sentem medo, querem fugir... Não são todos loucos querendo se matar. Os detalhes são bem realísticos, mostrando o inferno de estar no meio de uma pancadaria campal, revelando que as coisas "não eram tão nobres assim".

Por isso, eu recomendo essa trilogia para ler, principalmente para quem quer ler e não pensar em duzentas tramas ao mesmo tempo e simplesmente relaxar e se divertir.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Circuito das Estações Adidas - Verão 2012


Hoje, dia 2 de Dezembro, é/foi o dia que eu realizei a minha primeira corrida. Corri o Circuito das Estações Adidas, modalidade Verão, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. O circuito tinha 5km no total. Saí no pelotão branco, o do pessoal amador.

Preparação: No começo, estava seguindo uma série que um instrutor da academia tinha passado. Fazia 5km em uns 32min. Chegou uma hora que eu falei "ahã, tá bom." e passei a ignorar a série e aumentar o ritmo. Consegui reduzir para 31, depois 30, depois 29 e cheguei ao ponto de fazer em 27 min. Então, correndo 27 minutos na esteira e pensando que na pista de verdade, com sol e blablabla poderia ser mais difícil, eu esperava fazer uns 29 minutos. Mas a realidade é diferente da teoria...

Na hora: A largada é muito maneira! Fiquei bem na "ponta" da largada e tinha um mundo de gente envolta. A atmosfera é muito boa e ficou ainda mais divertido quando tocou "Gangman Style". Depois de um tempinho de espera e algumas olas, finalmente pude largar. O reloginho já contava 15 segundos (mas só começa a contar pra mim quando o chip que eu carregava passasse por ali) quando eu finalmente atravessei a linha do início.

O começo é bem confuso. Tem muita gente, muito ritmo de corrida misturado, então eu decidi avançar e tomar distância. Zigue-zagueando, eu comecei a acelerar e a cortar boa parte do pessoal que tava na minha frente, até o ambiente ficar mais calmo.

A animação do pessoal é contagiante. Você ignora qualquer cansaço, sono, calor... qualquer coisa de ruim vai embora. Você só pensa em correr, correr e dar o seu melhor ali. É você contra você mesmo. Não tem ninguém competindo para ser mais rápido do que você. Por isso eu achei tão divertido. Naquele momento, mesmo tendo centenas de pessoas correndo na minha volta, eu sabia que o duelo era contra eu mesmo. E, por isso, eu tinha que me esforçar muito para me superar.

A adrenalina nesse começo é enorme e eu aproveitei para colocar um ritmo mais forte.

Vou falar que, no começo, eu tava tão pilhado que via pessoal distribuindo água e falava "dane-se essa p*rra! Vou correr que nem um monstro!". Depois de mim mesmo, acho que o pior inimigo era o sol. Quando eu percebi, eu já tava nos 3 km, fazendo a curvinha, com o pé pegando fogo e ainda muito animado.

Essa parte do meio da prova foi o mais complicado. O cansaço já vinha e o sol começava a atrapalhar. Lerdar? Jamais! Não parei de correr um único instante e finalmente decidi pegar um copinho d'água. Me senti um profissional dando um gole, jogando o resto na cara e depois isolando o copo pro canto da pista!

O tempo foi passando e chegaram os 4 km. Faltavam 500m... 400m... 300m...

Nessa hora eu pensei "hora de pegar energia pro sprint final!" e, quando faltavam 100m, eu disparei que nem um maluco, juntando toda a força que me restava. Naquele momento eu só queria correr o masi rápido que conseguisse. Teve um cara do meu lado que começou a sprintar também, mas eu pensei "AQUI NÃO RAPAZ. SPRINT MAIS RÁPIDO SERÁ O MEU!" e botei ainda mais velocidade. Cruzei a linha de chegada bem exausto, mas, quando vi o tempo lá em cima, marcando uns 24:30 minutos, fiquei muito feliz com o meu desempenho. Para quem tinha treinado fazer por volta de 27 min, eu tava indo melhor do que eu esperava.

Ver onde o esforço pode nos levar é sempre uma excelente sensação!

Já estou animado para correr as próximas corridas!

domingo, 25 de novembro de 2012

Por que correr é bom?

Um dos hábitos que eu tenho, ou pelo menos venho adquirindo, é a caminhada / corrida. Eu pensei em até falar que é um dos meus poucos hábitos "não masoquistas" (percebam a ironia e a brincadeira!) mas, depois de correr "até morrer", acho que ele se classifica nessa definição.

Comecei a caminhar sem muita pretensão (tenho nenhuma até agora) e era mais para passar o tempo do que por qualquer coisa. Eu já li alguma coisa que pode ser resumida como "nos primeiros 30 minutos, é bem entendiante andar ou correr. Depois desse tempo, o seu corpo libera algum hormônio de prazer e tudo fica tranquilo". Então, o maior "problema" pros iniciantes, eu acho, é bem simples: Como aguentar os primeiros 30 minutos?

No começo, correr é muito chato, mas não é impossível. Ouvir música é bom, muito bom, desde que não seja uma música arrastada. Uma coisa que eu percebi foi que no começo eu fazia tudo errado. Eu me matava para correr 45 min, numa velocidade mediana, ao invés de correr 25 min "rápido". Quem não ficaria entediado depois de correr 45 min?

Uma outra coisa que eu acho muito importante, principalmente para quem tá começando, é a "companhia". Chama um amigo que nunca andou para te acompanhar e, mesmo que talvez você ande ou corra mais devagar, você vai correr por mais tempo enquanto conversa e com certeza vai ser bem mais proveitoso do que fazer tudo sozinho. Eu sempre tento chamar os meus amigos, mas eles são todos folgados sedentários com experiências e joelhos traumáticos, mimimi!

Então, contarei a minha experiência: No começo eu corria muito e devagar. Era um tédio profundo. Corri muito tempo assim, sabe-se lá como. Agora, eu passei a correr menos tempo, com maior intensidade. Estou treinando para a corrida de 5 km da Adidas (daqui a duas semanas) e a motivação só cresce cada vez mais.  O principal motivo é que, após ver que as coisas estão dando certo e os resultados acontecendo, posso cada vez correr mais, cansando menos. É como se fosse um "ciclo vicioso", só que agradável: Você começa a correr, vai melhorando o condicionamento, pode correr mais, condicionamento melhora ainda mais...

Hoje, por exemplo, pra deixar registrado, eu fiz o que eu chamo de "volta-ida-volta-ida-volta" na praia de Icaraí, no meu ritmo de corridinha, que eu acho que deve dar por volta de 5 km, em uns 35 min. Então acho que estou preparado para a corrida. E o fiz ouvindo rádio, tocando coisas aleatórias, sem parar para descansar. :D

Então deixo aqui o convite para quem quer começar a correr e falta apenas motivação - ou companhia - para correr. Acredite, é bom: Você começa devagar, mas daqui a pouco você vai gostar do esforço, do cansaço e de ver o seu corpo crescendo e se tornando mais forte. No fim, se torna uma atividade bem legal, além de ser um benefício enorme para a sua saúde!