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terça-feira, 27 de maio de 2014

Sobre o Tempo





Dizem que o Amanhã é a lendária terra onde 98% da produtividade humana reside. O local onde tudo será realizado.

Amanhã...
Depois...
Nunca.

O tempo é importante. Aliás, é a coisa mais importante de todas. Seu tempo aqui é limitado, então já deixo a pergunta:

Qual marca você quer deixar?

Cada segundo que passa, é um a menos que você tem no total. No começo, parece pouco, você ainda tem muito deles! Mas assim como uma praia é formada por grãos de areia e o universo é formado pelas suas estrelas, toda sua vida é composta por esses segundos que, agora mesmo, estão indo embora.

Cada um deles.

Em um ritmo estável, lento, porém inexorável.

Você não pode parar.

A única coisa que você pode fazer é gastá-los do melhor modo possível.

Tic Tac.

Hoje é o momento. Hoje é o dia de fazer aquela coisa diferente, de se esforçar um pouco mais. Hoje, não Amanhã.

Então, qual marca você quer deixar?

XXI - O Mundo [O Fim do Intercâmbio]



O Mundo representa o fim da jornada do Tolo. No Tarot tem o sentido de "completude", de "sucesso". Eu prefiro ver essa cartinha de um modo diferente, talvez distorcendo um pouco o significado dela. O mundo representa o "balanço final". Um timing apropriado, considerando o fim do processo de intercâmbio e a volta para casa. O momento em que uma jornada termina para que, obviamente, outra possa começar de volta. Quando os erros deixam de ser importantes e se transformam - na teoria - em lições e que as boas memórias ficam guardadas em algum lugar. A hora de analisar e compreender os erros e acertos, pegar as últimas lições e aprender um pouco mais.

O Tolo tem que passar por diversos obstáculos para chegar nesse ponto, pois não existe lição aprendida sem sacrifício, já que a fim de obter algo novo, deve-se pagar por algo de mesmo valor. O que importa no fim não é onde, você chega, mas o caminho que você precisou para chegar até lá. Se cada um de nós possui limitações derivadas da nossa genética, do nosso ambiente ou simplesmente das nossas mentes, é o nosso dever nos aproximar o máximo que conseguirmos disso. Se limites são bobagens - e essa visão de 'sem limites e vou até onde conseguir' pode mesmo ser tentadora - então o objetivo é não ficar parado e ir o mais longe que conseguir.

Então, após os 12 meses de intercâmbio, o retorno para casa é algo iminente. Em algum momento, você vai sentir saudades, mas, como alguém que sabe que a jornada deve continuar, a coisa mais importante que você pode fazer para si mesmo é evitar olhar - muito - para trás e focar no aqui e agora. Afinal, se for parar pra pensar, o tempo que se passa do lado de "fora" da sua realidade pode ser considerado uma "ilusão" - entretanto, sem dúvida alguma, os laços formados nesse tempo, se verdadeiros, não serão ilusão alguma. 

E então você retorna. E acho que é impossível não ter aquela sensação de "será que eu aproveitei o suficiente?" e "será que eu fiz tudo o que eu podia?". Você pensa os dias que deixou de viajar ou que talvez podia ter puxado aquela matéria a mais e reflete e pensa e gasta algum tempo nesse saudosismo. 

Mas o fim é isso: deixar-se flutuar por um saudosismo, sabendo que aquela jornada teve o seu fim. Porém, não flutuar para sempre, mas cada vez menos, até abrir os olhos de vez.

E então você fecha a porta, deixando as últimas memórias se assentarem na sua cabeça. Você lembra do rosto de algumas pessoas e dos muitos eventos. Você lembra das viagens, elege as suas melhores e se preocupa em como vai contá-las para aqueles a sua volta. 

Não, você sabe que não vai seguir aquele caminho mais. E isso é capaz de lhe trazer paz. O Tolo enfrentou obstáculos, se feriu, se superou e no fim saiu de cabeça erguida. Ou pelo menos com um sorriso no rosto.

Porque, assim como o anjinho que flutua na imagem, você pode se sentir completo após sua jornada e se sentir satisfeito.

E renovado para a nova jornada que está na sua frente.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

X - Roda da Fortuna


A carta número 10. O Destino, a Sorte, o Acaso. O Início, Meio e Fim. A Roda da Fortuna representa as guinadas que o destino toma de vez em quando: O que está em cima cai, o que está embaixo sobe. As engrenagens do universo se movem, presas uma a outra, em um constante e imprevisível fluxo.

Essa também é uma das minhas preferidas (claro, eu só falo das minhas preferidas!). Pra mim, ela nos diz algo como "Não importa se você está no alto ou embaixo. Uma hora você vai cair ou vai subir. Você não pode impedir o giro do destino." Isso, porém, não significa que não podemos usar do momento o melhor possível para nós. Enquanto estiver em cima, aproveite o máximo. Enquanto estiver embaixo, evolua ao máximo. Faça seus voos serem altos e suas quedas serem baixas e, no fim, seus altos e baixos oscilarão muito acima dos da maioria! Afinal, se você ficar parado, prepare-se para cair muito e subir pouco...

Agora, faltando dois dias para a minha viagem para o Canadá, eu vejo que nos últimos tempos a Roda do Destino tem girado freneticamente para mim... Se o universo tá conspirando alguma coisa ao meu favor, me dando oportunidades e desafios, então eu vou pular dentro desse fluxo e guiá-lo de acordo com a minha vontade (carta da Força, por favor!) e fazer os meus planos funcionarem talvez com um pouquinho de talento (Mago!). Agora essa nova jornada vai começar... hora de encará-la de frente.

Aliás, pelo que eu li, quando a Roda da Fortuna aparece, ela quer basicamente dizer "Espera que os planos vão se concretizar."  Algo como seus planos renderão frutos. É sempre um bom presságio!

Ansiedade é uma porcaria, mas controlar é extremamente complicado. Está perto, muito perto. Hora de arrumar as malas!

Que as engrenagens do destino continuem a se mover!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O que torna você diferente?

O que você pensa dessa pergunta? Fácil ou difícil de ser respondida? Talvez seja fácil, assim, solta no ar. Vamos focá-la então, um pouco mais.

No seu "universo", o que torna você especial? Melhor, você, que deve estudar alguma-coisa na sua vida: Na sua turma, o que torna você de diferente?

Não, eu não quero saber se você é o cara simpático com "habilidades sociais altamente desenvolvidas". Eu quero saber das coisas que você tem, não de quem você pode manipular, usar, influenciar ou pedir ajuda. O que você sabe fazer, sem precisar de terceiros? Se você tivesse que se virar sozinho, você sobreviveria?

Eu me perguntei isso por volta desses dias, enquanto conversava com meus colegas da faculdade e "brincávamos" que um deles fazia coisas-extras na matemática. "Ora, ele vai sair daqui sabendo isso daí, além da saber a mesma porcaria de engenharia que nós.", eu comentei. Conclusão: Além de se formar em engenharia, ele teria essa "área de conhecimento" extra. Se vai prestar ou não pra vida, pro universo e tudo mais, a história é outra!

Então, pergunto mais uma vez: Você é capaz de se virar sozinho? Ou você depende de terceiros para viver? Além disso, no seu emprego, o que você sabe de especial? Qual é o seu diferencial? Palavra bonita essa! Diferencial. No mundo em que somos todos massificados, quase obrigados a gostar das mesmas porcarias coisas o que nos pedem é uma identidade! Ora, mas eu gosto tanto da minha novela e do meu Big Brother! Por que eu vou querer uma identidade? Esse meu tênis da Nike não é legal o suficiente? Que horas é jogo do Mengão!?

Eu, particularmente, gosto de ver o que as pessoas tem de diferente. E você não descobre o quão diferente alguém é sem conhecê-lo bem. "Orra, mas todo ser humano é especial, diferente e blablabla!" ... Ahã. E eu sou o Papa. Tudo bem, tudo bem, cada um carrega a sua história, tem as sua peculiaridades, mas algumas são chatas demais para serem dignas de atenção. Ou, pelo menos, se prendem no seu cobertorzinho de conformismo, chatice e se tornam genéricas, mesmo depois de serem 'conhecidas'. E aí tu percebe que aquele pessoa "especial" é repetitiva, não se inova e não muda. Finge estar numa eterna mudança, mas, no fim, gira em círculos.

"Generalizar", aliás, é a pior besteira que alguém pode fazer antes (principalmente antes, mas não apenas antes) de conhecer uma pessoa. Eu vejo umas situações e me pergunto: Por que eu vou querer julgar uma pessoa pelo curso (por exemplo) que ela faz?

Só por que faz Engenharia ela precisa ser mega estudiosa? Claro que não, conheço um monte de colega de engenharia que não é só mais imbecil por falta de espaço (ou talvez oportunidade). Sim sim, a tendência pode ser se uma pessoa centrada, reservada, quieta. TENDÊNCIA! Vai julgar um todo pela tendência? Ah se eu fizesse esse tipo de coisa....

Ou melhor: Só por que uma pessoa conseguiu o intercâmbio pra McGill ela precisa ser esnobe e arrogante? Posso providenciar isso! É mais simples e mais fácil do que parece. Ou eu posso não me preocupar com isso: Por sorte minhas escolhas definem parte de quem eu sou, ao invés de quem eu sou.

Lição do post: Rótulos foram criados para categorizar, catalogar e massificar coisas. Você é uma coisa? Se for, escolha um rótulo, siga e boa sorte. Caso contrário, quebre suas limitações e não se importe com que os outros esperam de você. Porque, incrivelmente, as pessoas nunca esperam algo bom de você. Por que se preocupar com isso, então?

Abraço!

Sobre o que eu odeio

Eu pensei, com toda a sinceridade permitida a minha pessoa, em escrever um post sobre as coisas que eu odeio. Refletindo sobre isso, concluí que eu consigo resumir tudo o que eu odeio em uma única palavra "mediocridade", talvez porque eu consiga inserir tudo o que eu odeio nessa maravilhosa palavra.

Segundo de um dicionário da internet:

Significado de Mediocridade
s.f. Estado ou qualidade daquilo que é medíocre: mediocridade de uma obra.
Situação modesta: vive na mediocridade.
Pequenez espiritual: homem de grande mediocridade.

Significado de Medíocre
adj. Que está entre o grande e o pequeno, o bom e o mau: obra medíocre.
Falta de criatividade ou originalidade, característica do que é comum, mediano.
s.m. Algo ou alguém que não tem grande valor intelectual ou capacidade para realizar algo, sem talento e que está abaixo da média: os medíocres nunca alcançarão o sucesso.
(Etm. do latim: mediocris)

Aí está. Odeio essa porcaria. Odeio tanto que mal consigo começar a "não xingar" enquanto digito no meu tecladinho. Eu poderia ficar aqui, digitando freneticamente, lembrando de situações e pessoas, disparando indiretas, soltando mais torpedo do que toda a marinha americana (ou uma adolescente que fica o dia inteiro no celular) porém me pergunto qual é a utilidade desse post. E a resposta é simples: nenhuma. Aliás, algum post aqui tem utilidade? Eu garanto que pode até ter... só DEPOIS deles serem escritos e em algum momento específico.

Por mais que eu queira escrever, algo na minha mente - consciência? bom senso? não importa. - diz um "vai perder o seu tempo escrevendo sobre algo que você não gosta?" enquanto outra fala "pode até ser divertido, ora!". Então, nesse duelo sem vencedor, os dedos continuam a correr sobre as teclas, gerando palavras e frases. Seria isso ser "mediano" ? Não tomar nenhuma decisão e ficar "em cima do muro"? "Oh, que ironia!" penso eu agora. 

Então, obrigado a tomar uma decisão, aqui eu escolho o meu caminho, após um parágrafo de reflexão: Não escreverei um post sobre o quê eu considero "medíocre", pretendo fazer um post justamente sobre o contrário, sobre o que eu acho "anti-medíocre", digamos assim. Por que eu perderia meu tempo falando de alguma coisa que eu não gosto, se for apenas para massagear o meu ego? Mais prático escrever uma história zoando pessoas.

Abraço e até mais!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Quebra-Cabeça

Eu tenho andado bastante pensativo nesses últimos dias. Aproveito a minha solitude (não confundir com solidão, jamais) - provocada talvez pela não necessidade da rotina de "acordar, faculdade, academia, leitura / estudo / internet, dormir" - para pensar, refletir, ponderar, analisar e quaisquer outros verbos da esfera mental os diferentes aspectos da minha vida. Afinal, os dias estão passando e daqui a pouco é hora de abrir as asas e decolar.

Quando estamos nesse estado é que podemos enxergar nossos acertos e erros, nossas vantagens e desvantagens, nossos pontos fortes e fracos, no eterno jogo de dualidade entre luz e sombras. É o momento de encarar a si mesmo, por mais que você tenha fugido dessa oportunidade durante um bom tempo. Olhar o seu próprio reflexo, olho a olho e encarar o seu maior inimigo e, misteriosamente(?), o seu maior aliado: você mesmo. É o momento de perceber que, como somos meros seres humanos, somos vulneráveis. Mas, igualmente, por sermos meros seres humanos, podemos crescer e sonhar, podemos ter esperança e determinação... e é justamente isso que nos torna forte, que nos permite atravessar qualquer tempestade e sorrir no fim de tudo.

Uma possibilidade de auto-análise não pode ser feita em cinco, dez minutos. É algo que demora. É algo que precisa ser feito e refeito a cada alvorada. Não como o trabalho de Sísifo, de rolar uma pedra inutilmente montanha acima todos os dias, mas sim o trabalho de um construtor que, dia após dia, coloca mais alguns tijolos em sua fortaleza.

Quem disse que a parede não pode ser o chão e o céu a parede?
Tijolos? Fortaleza? Sim, se você precisar de uma.  Ou talvez a sua Torre, o seu Parque, o seu Jardim, o seu Templo. Não importa, pode ser uma mistura de tudo. O que importa é que seja o seu lugar, o seu refúgio, o local onde você deve se sentir confortável. Pois, se você não está confortável consigo mesmo no âmago do seu espírito, da sua mente ou do seu coração (qualquer palavra que você preferir), a sua desordem se refletirá na sua vida. Preste atenção: Não é um local para você se esconder, é um local para você descansar.


Ao mesmo tempo, pergunto-lhes:
Como você quer exigir sinceridade, se você não é sincero consigo mesmo?
Como você quer exigir simpatia, se você não é simpático consigo mesmo?
Como você quer que os outros confiem em você, se você não confia nem em si mesmo?

Aliás, você não tem que exigir nada de ninguém! Quem somos nós para exigir de um terceiro qualquer coisa? Não somos livres para fazer o que quisermos?


Deixe de procurar nos outros o que deveria existir dentro de você. 

Seja justo consigo mesmo, seja sincero consigo mesmo. Afinal, se você abdicar de si mesmo por uma outra pessoa o resultado, além de ser imprevisível, pode ser desastroso para você mesmo. Não estou dizendo que você tem que se tornar o lorde do egocentrismo, mas saiba dar o valor certo a você mesmo e os outros igualmente aprenderão a lhe dar o valor.

A pergunta, no fim, é bem simples: Que construção você quer construir? Que caminho você quer caminhar? Que canção você quer cantar? Que sonho você quer sonhar?

A resposta, infelizmente (ou talvez felizmente, pois é na jornada difícil que estão os melhores prêmios) não é tão simples quanto parece. Dúvidas, medos, insegurança... existem essas pequenas palavras, que parecem tão simples de evitar, mas são extremamente poderosas. Poderosas se você der o espaço para elas crescerem e germinarem. Como um pequeno verme, um sanguessuga, que lentamente se alimenta de você. E sabe o que deve ser feito com vermes e ervas daninhas? Eles devem ser arrancados e jogados fora, não importa o dano que eles causem em você. Porque deixá-los crescer apenas pioraria a situação no futuro.

Claro claro, você pode achar todo esse post uma grande bobeira. Filosofia barata. Para mim, as peças no quebra-cabeça se encaixam e eu começo a conseguir ver a imagem do todo. Ria, se divirta, se o post lhe parecer engraçado. Enquanto isso, eu penso, reflito e construo.

Até mais!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Uma conversa sobre Liderança

O que é ser um líder?


Com essa pergunta, eu começo esse post.

Não escondo que sempre almejei (almejo e almejarei) uma posição de "liderança" nos grupos do qual faço parte. "Ascender rumo ao topo e lá permanecer". Não confundam, por favor, com "querer mandar em todo mundo e fazê-los deles os seus servos". Se for pra organizar algo, gosto de dar as minhas ideias, gosto de fazer parte e até tomar a iniciativa, se precisar. Gosto de agir pelo bem do grupo. Gosto de ver se está "todo mundo okay e preparado" para as situações. Gosto de estar na frente, de liderar, de mostrar o caminho, de inspirar os outros. Gosto de ensinar aos outros um ou dois truques de um cão velho, assim como gosto de aprender pelos hábitos, manias e talentos de cada um.

O objetivo principal é aprender. Observar e aprender...Cada um é um indivíduo único (clichêzão), com suas motivações, aspirações, sonhos, objetivos e peculiaridades. Portanto, cada pessoa oferece uma experiência única de convivência e aprendizado mútuo, mesmo que seja com os erros e absurdos da personalidade dela.

Sempre tentei ter o mínimo de bom senso e controlar os conflitos... Acho que consegui aprender alguma coisa em Eletrônica I, II e III sobre trabalho em equipe. Aliás, digo que prefiro trabalhar em grupo do que sozinho. Um grupo bem montado, bem dividido, quando a soma das partes gera um todo maior que a soma individual de cada uma delas (entenderam? é tipo um 1+1 = 3 graças a sinergia do grupo!). Infelizmente, meus amigos em Eletrônica IV (amigos mesmo, porque me aceitaram sabendo que eu não ficaria no grupo por muito tempo) terão que se virar... mas eles conseguirão facilmente, porque são da Eletrônica!

Se eu posso ter cometido algum erro, acho que foi sempre o de permanecer "com o mesmo grupo". Tudo bem que a gente se acomoda, mas acho, agora, que todos os grupos dessas aulas deveriam ser misturados. Sempre. Direto. Assim, no mínimo, aprenderíamos a trabalhar uns com os outros e nos adaptar. Adaptação é a palavra-chave. Imagina só que divertido cada experiência de laboratório um grupo novo? Caos e improviso total... Gambiarra não é uma das definições da Engenharia?

Ser um líder é uma bênção ou um fardo?

Eu, sem pestanejar, responderia que é um pouco de ambos. Afinal, o mundo não é preto e branco... é cinquenta tons de cinza.

Um fardo, porque, um bom líder, na minha opinião, vai se sacrificar por aqueles à sua volta. Sim, sacrifícios. Ele vai tomar a dianteira e, além de fazer a sua parte do trabalho, ajudar os outros no que for possível. Ele vai "perder tempo" analisando cada um dos membros do seu grupo, pensando que tarefa cada um deve desempenhar. Ele não necessariamente ficará com o trabalho mais difícil - quem disse que o líder é o melhor do grupo? - mas ele vai quebrar a cabeça para aumentar a eficiência do grupo. Veja bem: Ele se sacrificará pelo grupo - isso, na minha opinião e caso ele seja um líder decente. Ele tentará manter todos unidos, juntos... e isso tem um preço.

(Parênteses rápido: Eu me divirto pensando que, se eu juntasse todos os meus amigos, o caos seria formado. Eles são bem diferentes, tem visões diferentes do mundo e podem - inclusive - não suportar a presença de outros amigos meus, justamente por causa dessas diferenças. O que eu acho disso tudo? Divertido! Variedade de amigos faz a visão do mundo se expandir. Uma bela lição sobre tolerância.)

Uma bênção porque, no fim, sabemos que a melhor parte do prêmio fica com o líder do grupo, da matilha, dependendo de como seja feita a divisão. Isso sem contar os méritos, a honra que pode existir (se é que alguém nesse mundo ainda dá valor pra honra...), ou a simples satisfação de ver um trabalho bem feito e um grupo feliz. Existe a parte "material" (os espólios, no fim) e o "imaterial" (satisfação moral, mental).

Pessoalmente, gosto de ajudar alguém a crescer, a superar uma dificuldade. Sei que de longe não sou a pessoa mais propícia a ensinar qualquer coisa a qualquer pessoa, mas tento, com sinceridade, fazer a minha parte. Se eu puder dar um mínimo empurrão, então o mínimo empurrão será dado.

Eu gostaria de entender mais sobre o comportamento dos indivíduos. Acho isso extremamente interessante. Talvez porque minha mãe aplique aqueles testes de Psicólogos que praticamente parecem uma leitura mental dos pacientes. Eu já li alguns livros sobre o assunto e achei-os todos extremamente interessantes. Pretendo falar deles no blog, ainda.

Quem é o líder?

Como o mundo não é necessariamente uma coisa bela, a disputa pela liderança pode ser sangrenta, muito sangrenta. Escrevo essa parte, porém, apenas no âmbito da teoria e usando meu pouco conhecimento de "disputas de poder".

Dependendo de como o grupo é dividido, o líder pode ser desde o "cara mais competente" até "o cara que consegue manter todo mundo junto". Acho que o primeiro caso se aplica melhor aos grupos pequenos... Na faculdade, pelo menos, reparei que os "líderes" de cada um dos sub-grupos é sempre a pessoa mais capaz de desempenhar a tarefa. É, então, a pessoa que conduz os outros pelo caminho que ele conhece melhor. Ou, pelo menos, é a pessoa que se importa em tomar a iniciativa. O segundo caso me parece ser aquela coisa mais "política". Satisfazer a todos é uma fina e difícil arte.

Vale lembrar, porém, que nem sempre o líder é o cara que "conversa". Pode ter alguém dando as ordens - que parece dar as ordens - enquanto outro apenas observa e, num instante, muda tudo, simplesmente se tiver vontade. Falo isso para não ter a ideia de "líder é o cara que distribui" as ordens... por mais estranho que isso possa soar.

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Na McGill, um dos meus objetivos é fazer uma matéria chamada "Leadership". Sim, "Liderança". Conhecendo-me como apenas eu me conheço, eu sei exatamente o "tipo" de patamar profissional que eu quero alcançar. Obedecer - algumas vezes - não é ruim, mas eu quero ter a capacidade de entender e liderar outros seres humanos. Acho que é muito mais uma ciência do que um dom, a Liderança, mas não nego que talvez exista muito do segundo.

Saber como lidar com outros seres humanos não é importante apenas na Engenharia para saber comandar um grupo... é importante na vida. Diplomacia é o caminho. Ou você já ganhou alguma coisa - que não um inimigo, machucados e futuras brigas - enfrentando alguém loucamente de frente? Boa sorte brincando de "dar socão" em parede, eu prefiro deslizar pelas brechas.

Não pensem, mais uma vez, porém, que eu sou um revoltado que não sabe "não assumir o posto de líder" (aposto que a dupla negativa fritou o cérebro de alguém!). Desde que esse outro alguém prove que é o mais propício ao cargo, não vejo problemas. Aliás, como eu disse lá em cima, liderança pode ser um fardo. Na maioria das vezes é, eu acho. Mas alguém precisa carregá-lo! Glória e honra tem um preço, claro!

Gostaria de ouvir a opinião de vocês, leitores! =)