segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O dia em que eu ensinei o meu roomate a colocar o papel higiênico no lugar certo


Sim querido leitor, é exatamente isso que você leu! Pode ser absurdo, mas aparentemente algumas pessoas tem algum tipo de bloqueio em realizar as coisas mais simples quando se divide uma casa, quarto ou um banheiro. O meu roomate TINHA um desses problemas porque, com uma grande dose de sapiência e 'çagassidade', podemos ensinar truques novos a um cão velho.

Já fazia um bom tempo que eu percebia esse fato. Tinham dois lugares para colocar papel higiênico no banheiro, esses dois rolinhos na imagem acima. Quando um acabava, eu trocava. Mas percebi que era apenas eu que trocava. Decidi então testar. Deixei acabar o outro também. E ele não aparecia trocado. O papel higiênico, inclusive, apareceu em cima da pia, ao invés de no rolinho. Porque deve ser uma tarefa muito árdua gastar trinta segundos do dia para fazer isso! Deveras! Exige uma sapiência intelectual digna de um mestrando (cof cof, piada interna).

Mas não, eu não desisto tão facilmente. Pensei comigo mesmo. O papel higiênico sempre estava no mínimo quando eu estava perto (não vamos discutir se isso é dramatização, hiperbolismo, coincidência ou qualquer outra coisa) e algumas vezes eu tinha sido o último a usar, outras não. Se eu fizesse o "refill" do segundo, então eu nunca encontraria o segundo "refillado". Era... impressionante. Porque, mais uma vez, deve ser uma tarefa muito árdua gastar dez segundos (diminuiu o tempo, ó!) para fazer isso. Se outro pode fazer, por que eu farei? :P

Mas então eu tive uma ideia! Iluminado por um astro de sabedoria. Iluminado pelos deuses cósmicos da zoeragem, eu decidi simplesmente... não trocar mais coisa alguma. A não ação, a suavidade do mar, a leveza do ar. Nada vence a suavidade, pode tentar. Então o papel acabou e eu esperei. Era só ter paciência que algo poderia acontecer, afinal, no mínimo, o papel tinha que ser tirado do saco quando o banheiro fosse usado. Sabiamente passei a usar o meu próprio rolinho (RÇRÇRÇRÇ zoeragem máxima!) e aguardar como um monge cientista aguarda as leveduras crescerem para que ela possa descobrir alguma coisa sobre o DNA.

E esperei e não demorou muito. Eis que surge o MAGNÍFICO PAPEL HIGIÊNICO no rolinho! Minha vontade foi de jogar um biscoito para o roomate e falar "boa garoto!", mas eu concluí que não a melhor ideia. Que a lição ficasse silenciosamente na mente dele, crescendo ali, esperando uma nova oportunidade para que o rolo de papel higiênico fosse trocado.

PS: APENAS UM ROLO surgiu. Nada de dois, porque dois é muito trabalhoso!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

16 - A Torre

Continuando com a série a muito esquecida, a "carta de hoje" é a Torre. A carta, de fato, não é um prenúncio bom. Crise, Obstáculo, Desastre, Caos. Ela representa todas essas coisas 'agradáveis' no dia a dia. Queda, Ruína, Desilusão, Dificuldade. Claro claro, podia ser um post falando sobre como a vida é difícil, o mundo é ruim e tudo - em alguns momentos - parece jogar contra a gente. Mas eu prefiro enxergar as coisas de um modo diferente (e pode me culpar se isso parecer deveras ingênuo...).

Prefiro ver agora "conflito" como "oportunidade de crescimento". Para crescer, a gente precisa sair da zona de conforto. Você pode se cercar de mentiras e vestir a sua armadura, mas você vai ser atingido quando deixar sua zona de conforto. Você pode tentar correr e se esconder, mas tudo o que você não aprendeu vai te ser ensinado de um modo que você não esqueça tão cedo. Então, sentir aquele medo, aquele frio na barriga é algo perfeitamente normal quando você se depara com algum obstáculo. 

Como você pode abandonar velhos hábitos, se não está sendo desafiado? Abraçar os desafios é a melhor forma de buscar crescimento. Sem medo, tentando de novo dia após dia. Falhar é apenas um dos resultados possíveis, porque você pode também se arrepender de nunca ter tentado ser diferente. E ficar sentado em um sofá desejando nada só vai te tornar alguém medíocre e fraco na vida. 

O processo não é fácil e fluido. Ele é lento e vai te machucar. No fim, se você tiver sorte, você vai ser diferente. Você vai ter crescido de alguma maneira. Na pior das hipóteses, você vai derramar algumas lágrimas mas vai irremediavelmente se curar de tudo. As cicatrizes vão ficar, para sempre, lembrando onde você errou. E aí cabe a você como você vai olhar para elas e cuidar delas. 

Mas, no fim, não tem porque ter medo. Ou você tenta ou fica parado. Andar para frente pode machucar, mas todos conseguem mais cedo ou mais tarde. Os obstáculos existem para que a gente valorize a conquista, o final, a vitória. Uns podem parecer mais fácil e mais valiosos que outros. 

O que eu acho mais importante, porém, é o caminho que a gente decide seguir. Mesmo que a gente se afaste dele algumas vezes por erros, o caminho que tentamos seguir para alcançar dado objetivo é mais importante do que o resto. Porque, no fim, com o prêmio na mão, é o caminho que diz quem realmente somos. E trocar de caminho não é problema, só tem o seu preço. 

No caminho através da torre, quero seguir o caminho que deixa minha consciência em paz. Só assim crescer vai ter significado para mim. 

domingo, 15 de setembro de 2013

Pessoas




É engraçado perceber como as situações mudam como a maré. Em alguns momentos, eu gostaria de poder sentar de longe e apenas observar. Entender as razões, motivos e motivações. Acho que a grande lição que eu podia tirar aqui, no fim, é sobre pessoas. Seres humanos, com suas razões, medos e modo de agir. Distintos e únicos por isso. Com suas histórias que dobraram o seu eixo moral em alguma direção.

Eu conheci diferentes tipos de pessoas, sim.

Conheci aquelas "lobos em pele de cordeiro" que procuravam sempre o seu próprio bem com o seu egocentrismo. Funcionavam no "troca a troca" sempre "colocando o seu na mesa". Fui tolo em acreditar que poderia tirar alguma coisa de boa delas, aprender algo (sempre aprendo). Dessas, agora, decido manter a minha distância segura. Não me interessa vínculos desse tipo, muito menos ficar perto de pessoas que pensam única e exclusivamente nelas mesmas, como se vivêssemos em um tipo de competição horrível. Competirei quando for necessário, no meu trabalho e para defender os meus interesses sim, mas sobre as regras e com alguma classe. Isso é o que me diferencia de um animal.

Vi como as pessoas fazem amigos de um modo rápido. Amigos? Eu chamaria mais de companheiros de balada. Aparentemente, fazer amigo se você for artificial é uma coisa muito simples. Se você não conversa e só bebe, o que importa ter ideias ou histórias para dividir? Nada, porque o importante é fazer barulho e posar semi-bêbado para alguma foto. Quanto mais você beber, melhor. Números, números. Talvez porque a solidão seja algo difícil de aguentar, talvez porque a mentalidade esteja um pouco atrasada. Curtir é bom sim, todos merecem. Outra coisa é quando fica artificial... ou vazio.

E claro, vi pessoas com suas máscaras. Pessoas que mentiram para parecer boas para um lado e para o outro, não se importando com as consequências de suas mentiras. Pessoas que posaram como neutras, mas que foi uma questão de tempo até perceber que elas eram tendenciosas. Pessoas, simplesmente pessoas.

Mas existiram algumas - e eu posso contar em menos dedos do que eu tenho em uma mão - que valeu a pena conhecer. Pessoas com suas próprias e interessantes histórias, pessoas que podiam transmitir alguma lição, pessoas que enxergavam além do que um mero palmo na sua frente. Essas pessoas vou acabar guardando por muito e muito tempo. 

Mas o Tolo sempre aprende alguma coisa no fim, não é mesmo? Faz pate da jornada dele e errar só significa que ele pode crescer.

E com as pessoas, deu para aprender. Deu para perder um pouco de "ingenuidade" e daquela coisa de achar que "as pessoas talvez sejam boas". Deu para entender que as pessoas vão lutar sim pelo que é melhor para elas e se você for visto como ameaça - quer você seja ou não - você será tratado como uma. Deu para ver que as pessoas vão se preocupar com elas em primeiro lugar e que se o jogo puder terminar "2 a 0" ao invés de "1 a 1", com vantagem para elas, elas assim o farão. Deu para aprender que as pessoas se comparam o tempo todo, procurando ser a "mais mais".

Deu para aprender que as poucas pessoas que acabam "dando certo" contigo são as que mais importam. Deu para aprender que ouvir é receber histórias e experiências e é mais importante que falar. Deu para aprender que um amigo vale mais do que muitas máscaras e medos. Deu para aprender que pessoas apareçam e vão em nossas vidas e, no fim, as que ficam foram as que deviam ficar.

No fim, não podemos ficar parados. "Continue a nadar, continue a nadar...". E acumule as pérolas - amigos - que você encontrar na vida, guardando em memórias. Porque, um dia, você só vai lembrar das coisas boas. Ou pelo menos é o que eu espero...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sobre a McGill


"What if I told you..."

Constantemente me perguntam o que eu estou achando sobre o intercâmbio e tal, então, acho que está na hora de escrever a minha opinião até o momento, após esse primeiro semestre no inverno e metade do meu estágio da minha pesquisa de verão. A tendência natural do meu ponto de vista é comparar o que eu faria em termos de Engenharia Eletrônica e de Computação na UFRJ e o que eu faço em Engenharia Elétrica na McGill. Sabendo disso e sabendo que serei igualmente tendencioso e até mesmo com doses de bairrista, lá vamos nós.

O curso de engenharia na McGill é de quatro anos. Acho que daí podemos tirar algumas conclusões. Em quatro anos, é impossível estudar o mesmo que se estuda em cinco anos na UFRJ. Só se eles fossem cobrados 25% a mais em cada ano, totalizando um misterioso ano fantasma devido a eficiência da faculdade. Obviamente, isso é uma coisa que não acontece. Logo, como eles tem um ano a menos, eles também tem matérias a menos. Vamos quebrar isso e ir passo a passo.

As matérias são mais difíceis do que no Brasil? A resposta é não. Talvez o meu não seja influenciado porque eu paguei 4 matérias contra as 5 que eu costumo pegar. Mas no fim, ou eu fiquei mais inteligente e precisei estudar menos ou a matéria foi mais fácil. Acho que existe um grande fator de eu não estar gastando 1h30 para ir para a faculdade e 2h30 voltando, que, incrivelmente, gera quatro horas a mais no meu dia e me desgasta muito menos. Logo, sobra mais tempo para estudar e falta cansaço para atrapalhar os estudos. Acho que pode ser muito "cuspir no prato que comeu", no fim, mas que eu achei ou a mesma coisa ou mais fácil foi a verdade. Se o cara tem em um curso para cobrir a ementa de um e meio no Brasil, então ele só vai poder pegar leve (ou repetir geral, hahaha). Algo me diz também que ter uma tuition faz as coisas ficarem mais fáceis.

As avaliações são mais difíceis? Aqui é comum ter a primeira prova (midterm) e a prova final. Sim, só duas. E a final costuma valer 50% pra mais da sua nota. Eu, particularmente, prefiro o sistema do Brasil. Uma prova, outra prova e se tu precisar, a final. Pelo menos assim o professor pode aloprar nas duas primeiras e deixar o cara se recuperar na final depois de estudar que nem um louco e "aprender". Aqui as provas são bem feijão com arroz, sem pegadinhas. O cara praticamente grita "VAI CAIR ISSO AQUI NA PROVA DESSE JEITO PRESTA ATENÇÃO PELAMOR DE DEUS!" enquanto dá a matéria. Logo, considerando também que eu pelo menos tive acesso a provas antigas e fui não folgado o suficiente para fazê-las, não tive surpresa alguma durante uma avaliação. Achei, no geral, que elas foram mais fáceis sim.

Os professores são melhores? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! Ledo engano, jovem padawan. Aqui os caras podem ter mais formação, mas eles também caem no velho problema de "professor com background do balacobaco e aulas lixosas". Algumas aula são boas, outras dá vontade de se suicidar com uma caneta pelo olho. Na maioria das vezes são "..." . Curto e grosso: "Poucos são bons, como era de se esperar".

Estrutura? Isso aí não tem muita comparação. Salas limpas, bem conservadas. Campus bem localizado (ponto pra McGill que está no meio de Montreal!). No fundão a estrutura me era boa também e eu não tinha do que reclamar. Seria mimimi desnecessário.

Acho que isso é tudo, por enquanto. :D

terça-feira, 7 de maio de 2013

O dia em que se reflete

Quanto tempo, hein, querido blog? O inverno acabou, a primavera chegou (finalmente) e agora eu até comecei a fazer o meu trabalho de verão da bolsa. Mas não estou aqui para falar de invernos, primaveras, McGill ou como as aulas foram a mesma coisa do Brasil. Isso são assuntos de outros posts.

Estou aqui para falar de algo um pouco mais crítico... Estou aqui para falar de seres humanos, com seus hábitos, manias, motivações e desejos. Sou ninguém para avaliar o comportamento das pessoas, mas como qualquer macaco que passou pelo processo de evolução, acho que consigo enxergar padrões se eles se repetirem constantemente na minha frente.

"Enrole menos e vá para o post, Léo." você me diz. "Paciência, jovem Padawan." eu te respondo. Para que tanta pressa? Já que isso aqui (o blog) acabou ficando um pouco às moscas, então vamos fazer alguma coisa trabalhada, fluida e bem montada.

Estava eu conversando com a Isa (oi Isa!) quando começamos a perceber alguns detalhes engraçado do "modus operandi" dos intercambistas pelo facebook. A fórmula é simples e ela será explicitada no fim do post. Seria cômico, se não tivesse uma leve pitada de tragédia. Claro, querido leitor, que tal generalização, assim como todas as generalizações do mundo, se aplicam a 95% das pessoas. De qualquer modo, também, "o choro é livre".

Recomendo, antes de avançarmos bravamente para a próxima parte do post, a leitura do seguinte artigo (http://www.cartacapital.com.br/cultura/clicar-em-vez-de-viver-tornou-se-norma) da Carta Capital. Não é uma tendência apenas dos intercambistas, é claro, mas de qualquer um que começa a viajar por aí. A coisa só fica mais engraçada (se não trágica) com os intercambistas.

Ah, que fique claro. A própria composição do post entra no aspecto de "O Choro é Livre" e a mesma regra se aplica a minha pessoa. Se algo me incomoda, o meu choro é livre e eu faço o que eu quiser com ele. Darei minha solução no final do post.

Eu poderia começar praticamente de qualquer ponto do intercâmbio... Mas decidi retratar o "Festival das Tulipas" de Ottawa. A cidade é a capital do Canadá. Ela tem história e tal. Muita história. E prédios bonitos. Prédios muito bonitos em... fotos.

Acho que eu não preciso explicar muita coisa, mas mesmo assim, vamos lá.

Foi comum (infelizmente bastante comum) ver um "padrão de ação" nos posts nas mídias sociais (leia: Facebook). A grande questão não é você postar a foto sua fazendo pose do lado do prédio do parlamento de Ottawa. Não é você postar fotos suas no museu. Não é você postar foto das infinitas tulipas. É você fazer isso tudo enquanto você tá na viagem. Essa é a minha crítica. Só por que você tem um celular de última geração com um plano de 2 GB de dados você precisa postar a cada trinta segundos o que você faz?Você precisa tirar centenas de fotos e simplesmente jogá-las no seu Facebook apenas para ostentar alguma coisa? Pode ficar tranquilo, todos sabem que você está no Canadá/EUA/Europa. Todo mundo sabe que você está se divertindo pra caramba à beça, fica tranquilo!

O que me incomoda não são os posts. Não são as fotos e a felicidade. É muito bom que todo mundo se divirta no intercâmbio (apesar que se formos parar para pensar e criticar, é dinheiro público sendo jogado pro alto) viajando e tal. Eu realmente desejo que todo mundo tenha uma experiência agradável aqui. Não é meu desejo ver nego se ferrando, mesmo com as disparidades gritantes ente as univesidades (assunto de mais um post).

O que incomoda é a necessidade de ostentar alguma coisa. É a necessidade de não estar satisfeito com o que tem, mas querer ser melhor que alguém. Sempre. Não é incomum ler comentários baseando-se que "meu X é melhor que o seu Y". A regra é simples demais: Se você está em uma festa e ela é boa, você não vai sacar o celular, tirar uma foto e escrever "festa boa demais!". Você vai escrever isso no dia seguinte, na semana seguinte, porque nesse tempo você vai estar ocupado se divertindo! Isso não é uma corrida. Vai lá, se divirta, tira suas fotos e, no dia seguinte, ou quando você finalmente parar, você coloca elas no seu querido facebook, para ganhar os seus benditos likes de cada dia.

Então, antes de sacar o seu celular no auge do momento para postar alguma coisa simples e puramente por ostentação, pense se você quer fazer parte desse grupo supérfluo de pessoas que deixam de viver o presente para ter a sua "presença digital". Vale realmente a plena não aprender alguma coisa sobre o Parlamento (tipo que tinha uma torre com um sino que, quando ele pegou fogo [invadido] o sino tocou macabramente enquanto a torre pegava fogo) ou sobre o Canadá (que ele tinha, entre suas varias regiões, um "upper Canadá" e um "lower Canadá", um francófono e outro anglófono que foram unidos forçadamente, gerando faíscas dentro do país) simplesmente para fazer um post? É isso que você quer levar do seu intercâmbio? Fotos na sua bagagem?

Que tal levar um pouco de bagagem cultural, um pouco de conhecimento? Claro, claro, guarde as suas fotos, elas serão importantes no futuro. Mas nunca, nunca se esqueça que se você puder abrir a sua mente apenas um pouco, com uma nova informação, com um novo fato, isso vai ter um valor muito mais importante no fim do que uma mera foto. Afinal, não adianta nada você ter uma foto se o lugar só te parece mais uma construção bonita, ou mais um belo jardim. Você encontrará muitos outros lugares como estes ao longo da sua vida. O importante, no fim, é o que os fizeram ser daquela maneira.

Que tal começar a carregar um tipo diferente de bagagem?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O dia em que se planeja o futuro.


Não não, não estou falando naquela coisa de "onde eu me vejo daqui a dez anos". O post de hoje não é sobre como eu me tornarei um multimilionário magnata do petróleo, como eu terei minhas cem mil cabeças de gado ou qualquer coisa do tipo. Até porque seria mera especulação e, se eu tivesse uma fórmula mágica, com certeza contaria para ninguém.

O post de hoje é para eu fazer a típica coisa de "começar a transformar planos em realidade". Afinal, eu estou em um maldito intercâmbio. Se não fosse para viajar e aproveitar, eu ficaria no Brasil terminando a faculdade mais rápido do que eu estou fazendo aqui. Então, vamos a ideia. Ou melhor, ideias.

Eu tenho três viagens principais que eu gostaria de fazer. Metas, objetivos. Se eu conseguir fazer as três e mais coisa, bom pra mim. Se eu não conseguir, acho que uma parte do meu objetivo aqui não vai ter sido cumprido. Então como uma ideia é sempre pior que o mísero dos rascunhos, aqui vai o rascunho de cada uma delas (e provavelmente um por quê ela seria legal).

Então vamo que vamos!

Destino: New York
Duração: 2-4 Dias
Quando: Sexta a Segunda de Julho-Agosto
O que fazer lá: O que eu vi de pacote de viagem a coisa fica bem barata e visita bastante o lugar... então como o objetivo é 'turistar' e Nova Iorque tem museus e lugares legais (ou que são pelo menos legais de ir uma vez na sua vida). Sim, ir na estátua da liberdade pode ser legal, mas é uma coisa realmente de turista (logo, vou fazer, mesmo que eu tenha certeza que eu vá enfrentar uma fila, ficar 5min lá em cima e descer!). Tem museus e espetáculos para ver de noite... Enfim, aparentemente tem muito lugar pra visitar. Vide o roteiro. :D
Por que seria legal: Porque é NY!? Okay, brincadeiras de lado, acho que pode ser aproveitável pelos museus e simplesmente por ver a cidade de NY. Querendo ou não, é uma das cidades com fama de ser legal do mundo. E como vivemos em um mundo de fama e ela está aqui do lado... Porque convenhamos, se for comprar coisa, tem lugares melhores (vide o link do planejamento da viagem - existem os outlets na volta para comprar as coisinhas baratinho!).



Destino: La Maurice National Park
Duração: 5-10 Dias Absurdo, um final de semana parece sensato.
Quando: Final de Agosto Final de semana do verão.
O que fazer lá: Acampar! Um pouco de aventura antes do início do outro período. Sim. Alugar uma barraca, desligar o celular e ficar longe do computador um tempo. Relaxar, ver a natureza, conhecer a beleza do parque. "Ué, mas não vai ser frio?" => Acho que não, jovem Padawan, porque é no fim de agosto! E como Québec oferece oportunidades tão boas de exploração quanto qualquer outra parte do Canadá (onde está o seu Québecois Pride agora!?) e eu estou no estado de Québec... Então esse parque parece uma boa oportunidade pelo fator localização.
Por que seria legal: Porque seria uma aventura. Como se não bastasse conhecer um parque nacional do Canadá e a aventura de pegar um carrinho pra ir até lá, ainda existiria a oportunidade de fazer algumas atividades no parque (como canoagem, trilha e observar animais) enquanto relaxa e deixa o tempo simplesmente fluir. Me parece um modo legal de aproveitar o fim das férias, relaxar e desligar de tudo por um tempo. :)



Destino: Disney
Duração: ???
Quando: Final do Ano
O que fazer lá: Virar o ano, se esbaldar nos parques de diversão, revirar o parque e tirar uma foto com o Pato Donald. Sim, o Donald. Mickey é bobão.
Por que seria legal: É a Disney ora, um parque de diversão e blabla. E quer lugar mais divertido para virar o ano? Não precisa fazer pose como em NY, mas com certeza vai ter muita luz e fogos de artifício. E como eu já passei em Montreal...

segunda-feira, 25 de março de 2013

O dia em que se muda de opinião





Eu andei reparando algumas coisas no último tempo. Poderia contar tudo como uma pequena historinha, mas acho que vou descrever tudo o que eu tenho pensado. Assim talvez seja mais simples. É engraçado quantas vezes colocamos frases no estilo "Eu nunca [...]" em nossas cabeças. Eu andei reparando que isso é basicamente um convite para o Destino responder um "É mesmo? Interessante!" e fazer uma pequena "avacalhação" com os seus planos. Não uma avacalhação propriamente dita. Só uma brincadeira, para ensinar a nunca se limitar, para mostrar que as possibilidades estão aí e que o que tu fala pode significar muito pouco.

Um exemplo? Talvez você consiga pensar em algo que aconteceu na sua própria vida que você mesmo tenha falado que nunca faria. Ora, a parte mais difícil é admitir que você tenha soltado um "Eu nunca" e ele se realizou.

Eu mesmo posso falar que tive a minha própria experiência de "Eu nunca". Preferências mudam, o pensamento das pessoas mudam. Essa é a verdade. O problema é que podemos ferir pessoas que gostamos muito sem querer fazê-lo, porque pensávamos coisas diferentes no passado. De todo o modo, acho que o post de hoje é para falar o quanto queimamos a língua falando besteira, o quanto ferimos as pessoas dizendo uma coisa que não é mais verdade e o quanto as outras pessoas também mentem para si mesmas sobre certas coisas.

E sabe o que podemos fazer no fim para mudar isso? Acho que não muita coisa. Claro, você pode pedir desculpa. Mas qual a diferença entre uma desculpa e uma ação? Você pode mudar o seu comportamento, mas como provar que essa é a nova verdade? Tempo? E se você não tiver tanto tempo assim? O tique taque não para e alguém pode não querer esperar o tempo que pode ser esperado. Momento, dinamismo...

"Nunca" é uma palavra que eu quero abolir do meu vocabulário. Eu pensei que nunca faria intercâmbio e agora cá estou eu. Eu pensei que não conseguiria chegar numa univerisdade top no intercâmbio e... Eu pensei que não namoraria em intercâmbio e... bang, cá estou eu. As coisas acontecem na nossa vida e na maioria vezes temos controle nenhum sobre elas. No máximo temos a ilusão de ter controle. Acho que seguir o fluxo é a escolha natural... Aceitar o que for "jogado" na gente.

Sou um pouco contra apenas seguir o fluxo. Acho que podemos fazer mínimos desvios, lutar, perseverar. Acho que os pequenos desvios se acumulam e podem virar algo diferente, um rumo completamente novo. Pode ser ingênuo, pode ser bobinho... Mas eu não perderia uma oportunidade de tentar mudar o fluxo, mesmo que fosse uma ilusão, pelo o que eu acredito.

Acho que como a imagem diz, é preciso de mais coragem para mudar uma opinião do que mantê-la. Mesmo que o "NOW" possa vir um pouco atrasado por causa do "TOMOR" acho que nunca é tarde.

Enquanto isso, o destino vai rir um pouco de nós, assim como ele ri de todos. E teremos que aprender a não dizer nunca nunca mais.